| Tópico | Período (anos) | Pessoa importante | Contexto político | Econômico | Social e cultural | Militar e conflitos | Geografia e meio ambiente | Esporte (gancho) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Exploração portuguesa e o Tratado de Tordesilhas (1494) | 1494; séculos XVI–XVII (disputas ibéricas) | D. João II | Centralismo da Coroa portuguesa; mercantilismo; criação de capitanias e governadores. | Economia extrativa e agroexportadora (pau-brasil, açúcar); escravidão como base do trabalho. | Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. | Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. | Partilha do Atlântico Sul; definição luso‑castelhana de meridianos; litoral como eixo. | Disputas imperiais e cultura militar que inspira práticas equestres e de tiro nas fronteiras. |
| Primeiros povoados coloniais (São Vicente, Salvador) e administração | 1530–1600 (início da colonização) | Tomé de Sousa | Centralismo da Coroa portuguesa; mercantilismo; criação de capitanias e governadores. | Economia extrativa e agroexportadora (pau-brasil, açúcar); escravidão como base do trabalho. | Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. | Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. | Concentração litorânea; expansão para o interior; uso de rotas fluviais e sertões. | Festas religiosas com jogos populares, cavalhadas e corridas. |
| Comércio do pau-brasil e feitorias costeiras | c. 1500–1600 | Fernão de Noronha | Centralismo da Coroa portuguesa; mercantilismo; criação de capitanias e governadores. | Extrativismo costeiro sob monopólios; trocas com metrópole e contrabando. | Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. | Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. | Matas atlânticas costeiras; portos naturais; correntes oceânicas favoráveis. | Portos como núcleos de sociabilidade que mais tarde originam clubes náuticos (remo/regatas). |
| Economia açucareira no Nordeste (séculos XVI–XVII) | 1530s–1670s | Duarte Coelho | Centralismo da Coroa portuguesa; mercantilismo; criação de capitanias e governadores. | Monocultura açucareira para exportação; engenhos; capital mercantil. | Sociedade senhorial e escravizada; irmandades e festas católicas. | Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. | Zona da Mata nordestina; solos massapê; regime de chuvas tropical. | Capoeira como prática afro-brasileira; vaquejada e provas equestres regionais. |
| Tráfico transatlântico de escravizados e diáspora africana no Brasil | c. 1550–1850 | Francisco Félix de Sousa | Códigos e ordenanças para controle de cativos; alianças locais com senhores. | Tráfico atlântico e mercados internos de cativos; trabalho compulsório. | Formação de irmandades negras, quilombos e culturas afro-brasileiras. | Revoltas de escravizados e repressões; policiamento urbano. | Concentração litorânea; expansão para o interior; uso de rotas fluviais e sertões. | Capoeira e samba de roda; protagonismo negro no futebol como mobilidade social. |
| Missões jesuíticas, catequese e conflitos com colonos | séculos XVI–XVIII | José de Anchieta | Poder das ordens religiosas nos aldeamentos; tensões com colonos e Coroa. | Economia extrativa e agroexportadora (pau-brasil, açúcar); escravidão como base do trabalho. | Catequese, educação e música; línguas gerais; hibridismos culturais. | Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. | Concentração litorânea; expansão para o interior; uso de rotas fluviais e sertões. | Colégios introduzem exercícios físicos e embriões da educação física escolar. |
| Tentativas francesas (França Antártica, França Equinocial) | 1555–1567; 1612–1615 | Villegagnon | Concorrência imperial europeia; alianças locais. | Economia extrativa e agroexportadora (pau-brasil, açúcar); escravidão como base do trabalho. | Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. | Conflitos luso‑franceses; ocupações e expulsões no Rio e Maranhão. | Concentração litorânea; expansão para o interior; uso de rotas fluviais e sertões. | Influência europeia (esgrima, ginástica) em sociabilidades urbanas do litoral. |
| Invasões/ocupação holandesa no Nordeste (1630–1654) | 1630–1654 | Maurício de Nassau | Centralismo da Coroa portuguesa; mercantilismo; criação de capitanias e governadores. | Modernização e crédito na cana; concorrência internacional açúcar. | Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. | Guerras luso‑holandesas; Nassau; insurreições luso‑brasileiras. | Zonas costeiras do NE (PE/RN/PB/AL) e ilhas; estuários para portos. | Urbanismo no Recife amplia vida pública que mais tarde favorece clubes de remo e futebol. |
| Bandeirantes, expansão para o interior e escravização indígena | séculos XVII–XVIII | Fernão Dias Paes | Autonomia paulista de fato; pactos com autoridades coloniais. | Apresamento indígena, mineração e comércio de interior. | Mestiçagens; cultura tropeira; redes de arraiais. | Revoltas de escravizados e repressões; policiamento urbano. | Bacias do Tietê/Paraná; sertões do Centro‑Sul. | Tropeirismo, rodeios e cultura equestre do Sudeste/Sul. |
| Ciclos do ouro e do diamante em Minas, Goiás e Mato Grosso (século XVIII) | 1690s–1770s | Aleijadinho | Fiscalização régia (Intendência); derrama e tensões fiscais. | Mineração e quinto; vilas mineradoras; circulação de moeda. | Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. | Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. | Serras de Minas e Goiás; garimpos em córregos; impacto ambiental. | Festas de santo com jogos equestres; sociabilidade que depois abriga clubes. |
| Administração colonial: capitanias, governadores e vice-reino no Rio | séculos XVI–XVIII; vice-reino 1763–1808 | Mem de Sá | Centralismo da Coroa portuguesa; mercantilismo; criação de capitanias e governadores. | Economia extrativa e agroexportadora (pau-brasil, açúcar); escravidão como base do trabalho. | Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. | Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. | Concentração litorânea; expansão para o interior; uso de rotas fluviais e sertões. | Controle de jogos públicos; embrião de normas sobre eventos coletivos (futuros esportes). |
| Quilombos e resistência negra (Palmares, Zumbi) | séculos XVII–XVIII (Palmares c. 1605–1694) | Zumbi dos Palmares | Poder paralelo e autonomia comunitária; negociação e repressão colonial. | Economia extrativa e agroexportadora (pau-brasil, açúcar); escravidão como base do trabalho. | Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. | Expedições de destruição; resistência armada; liderança de Zumbi. | Serras e matas (Serra da Barriga) como refúgio; redes de abastecimento. | Capoeira e jogos comunitários como coesão social. |
| Reformas pombalinas; expulsão dos jesuítas (1759) | 1750s–1770s (1759) | Marquês de Pombal | Reformas centralizadoras; expulsão jesuítica; laicização administrativa. | Economia extrativa e agroexportadora (pau-brasil, açúcar); escravidão como base do trabalho. | Catequese, educação e música; línguas gerais; hibridismos culturais. | Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. | Concentração litorânea; expansão para o interior; uso de rotas fluviais e sertões. | Reorganização do ensino abre caminho, no século XIX, para ginástica/educação física. |
| Tratados de fronteira: Madri (1750), Santo Ildefonso (1777), Badajós (1801) | 1750; 1777; 1801 | Alexandre de Gusmão | Diplomacia luso‑espanhola; redefinição territorial; uti possidetis. | Economia extrativa e agroexportadora (pau-brasil, açúcar); escravidão como base do trabalho. | Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. | Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. | Bacias amazônica e platina; marcos naturais (rios, serras) balizando limites. | Tradições equestres e de tiro nas faixas de fronteira; clássicos futebolísticos sulinos. |
| Inconfidência Mineira (1789) | 1789 | Tiradentes | Conspiração elite letrada; ideais iluministas; repressão pela Coroa. | Ouro em declínio; diversificação comercial com abertura dos portos; início de manufaturas. | Redes de poetas, oficiais e padres; circulação de panfletos. | Levantamentos regionais; presença de tropas luso‑brasileiras; guerras na Bacia do Prata. | Redefinição de fronteiras; interiorização econômica (Minas, Centro‑Oeste); eixos atlânticos. | Cultura cívica e de associações que mais tarde estrutura clubes esportivos. |
| Conjuração Baiana (1798) | 1798 | Cipriano Barata | Igualitarismo e anticlericalismo em parte dos manifestos; repressão exemplar. | Ouro em declínio; diversificação comercial com abertura dos portos; início de manufaturas. | Mobilização popular com forte componente urbano e racial em Salvador. | Levantamentos regionais; presença de tropas luso‑brasileiras; guerras na Bacia do Prata. | Redefinição de fronteiras; interiorização econômica (Minas, Centro‑Oeste); eixos atlânticos. | Mobilização popular em Salvador; identidade que se projeta em clubes (Bahia, Vitória). |
| Transferência da Corte portuguesa para o Rio (1808) | 1808–1821 | D. João VI | Monarquia instalada no Rio; criação de órgãos régios; abertura institucional. | Fim do exclusivo metropolitano; novos mercados e manufaturas. | Emergência de elites letradas; imprensa; aumento de fluxos populacionais urbanos. | Levantamentos regionais; presença de tropas luso‑brasileiras; guerras na Bacia do Prata. | Rio de Janeiro como capital imperial; reconfiguração urbana. | Explosão de clubes: turfe, tiro, remo; lazer urbano. |
| Abertura dos portos (1808) e liberalização econômica | 1808 | Visconde de Cairu | Distensão controlada; retorno de exilados; reorganização partidária. | Fim do exclusivo metropolitano; novos mercados e manufaturas. | Emergência de elites letradas; imprensa; aumento de fluxos populacionais urbanos. | Levantamentos regionais; presença de tropas luso‑brasileiras; guerras na Bacia do Prata. | Rio de Janeiro como capital imperial; reconfiguração urbana. | Chegada de práticas britânicas (turfe, críquete) e cultura dos clubes. |
| Instituições reais (Banco do Brasil, Imprensa Régia, Jardim Botânico) | 1808–1821 | D. João VI | Crise do Antigo Regime; reformas ilustradas; tensões autonomistas e movimentos conspiratórios. | Ouro em declínio; diversificação comercial com abertura dos portos; início de manufaturas. | Emergência de elites letradas; imprensa; aumento de fluxos populacionais urbanos. | Levantamentos regionais; presença de tropas luso‑brasileiras; guerras na Bacia do Prata. | Redefinição de fronteiras; interiorização econômica (Minas, Centro‑Oeste); eixos atlânticos. | Imprensa divulga eventos esportivos; Jardim Botânico e espaços de lazer ativo. |
| Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1815) | 1815–1822 | D. João VI | Crise do Antigo Regime; reformas ilustradas; tensões autonomistas e movimentos conspiratórios. | Ouro em declínio; diversificação comercial com abertura dos portos; início de manufaturas. | Emergência de elites letradas; imprensa; aumento de fluxos populacionais urbanos. | Levantamentos regionais; presença de tropas luso‑brasileiras; guerras na Bacia do Prata. | Redefinição de fronteiras; interiorização econômica (Minas, Centro‑Oeste); eixos atlânticos. | Consolidação do turfe e primeiras sociedades cívicas com seções “atléticas”. |
| Tópico | Período (anos) | Pessoa importante | Contexto político | Econômico | Social e cultural | Militar e conflitos | Geografia e meio ambiente | Esporte (gancho) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Sociedades indígenas antes de 1500 (Tupi, Guarani, Macro-Jê etc.) | Pré-colonial (antes de 1500) | Davi Kopenawa | Políticas de demarcação e direitos constitucionais; conflitos com agronegócio. | Economias de subsistência e trocas regionais; manejo sustentável de recursos. | Resistência cultural; saúde e educação indígena. | Conflitos intergrupais e alianças; resistência à invasão europeia a partir do século XVI. | Terras indígenas em Amazônia e Centro‑Oeste; proteção de biomas. | Jogos tradicionais (corrida de tora, arco e flecha, xikunahity) e, hoje, Jogos dos Povos Indígenas. |
| Tópico | Período (anos) | Pessoa importante | Contexto político | Econômico | Social e cultural | Militar e conflitos | Geografia e meio ambiente | Esporte (gancho) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Exploração portuguesa e o Tratado de Tordesilhas (1494) | 1494; séculos XVI–XVII (disputas ibéricas) | D. João II | Centralismo da Coroa portuguesa; mercantilismo; criação de capitanias e governadores. | Economia extrativa e agroexportadora (pau-brasil, açúcar); escravidão como base do trabalho. | Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. | Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. | Partilha do Atlântico Sul; definição luso‑castelhana de meridianos; litoral como eixo. | Disputas imperiais e cultura militar que inspira práticas equestres e de tiro nas fronteiras. |
| Primeiros povoados coloniais (São Vicente, Salvador) e administração | 1530–1600 (início da colonização) | Tomé de Sousa | Centralismo da Coroa portuguesa; mercantilismo; criação de capitanias e governadores. | Economia extrativa e agroexportadora (pau-brasil, açúcar); escravidão como base do trabalho. | Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. | Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. | Concentração litorânea; expansão para o interior; uso de rotas fluviais e sertões. | Festas religiosas com jogos populares, cavalhadas e corridas. |
| Comércio do pau-brasil e feitorias costeiras | c. 1500–1600 | Fernão de Noronha | Centralismo da Coroa portuguesa; mercantilismo; criação de capitanias e governadores. | Extrativismo costeiro sob monopólios; trocas com metrópole e contrabando. | Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. | Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. | Matas atlânticas costeiras; portos naturais; correntes oceânicas favoráveis. | Portos como núcleos de sociabilidade que mais tarde originam clubes náuticos (remo/regatas). |
| Economia açucareira no Nordeste (séculos XVI–XVII) | 1530s–1670s | Duarte Coelho | Centralismo da Coroa portuguesa; mercantilismo; criação de capitanias e governadores. | Monocultura açucareira para exportação; engenhos; capital mercantil. | Sociedade senhorial e escravizada; irmandades e festas católicas. | Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. | Zona da Mata nordestina; solos massapê; regime de chuvas tropical. | Capoeira como prática afro-brasileira; vaquejada e provas equestres regionais. |
| Tráfico transatlântico de escravizados e diáspora africana no Brasil | c. 1550–1850 | Francisco Félix de Sousa | Códigos e ordenanças para controle de cativos; alianças locais com senhores. | Tráfico atlântico e mercados internos de cativos; trabalho compulsório. | Formação de irmandades negras, quilombos e culturas afro-brasileiras. | Revoltas de escravizados e repressões; policiamento urbano. | Concentração litorânea; expansão para o interior; uso de rotas fluviais e sertões. | Capoeira e samba de roda; protagonismo negro no futebol como mobilidade social. |
| Missões jesuíticas, catequese e conflitos com colonos | séculos XVI–XVIII | José de Anchieta | Poder das ordens religiosas nos aldeamentos; tensões com colonos e Coroa. | Economia extrativa e agroexportadora (pau-brasil, açúcar); escravidão como base do trabalho. | Catequese, educação e música; línguas gerais; hibridismos culturais. | Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. | Concentração litorânea; expansão para o interior; uso de rotas fluviais e sertões. | Colégios introduzem exercícios físicos e embriões da educação física escolar. |
| Tentativas francesas (França Antártica, França Equinocial) | 1555–1567; 1612–1615 | Villegagnon | Concorrência imperial europeia; alianças locais. | Economia extrativa e agroexportadora (pau-brasil, açúcar); escravidão como base do trabalho. | Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. | Conflitos luso‑franceses; ocupações e expulsões no Rio e Maranhão. | Concentração litorânea; expansão para o interior; uso de rotas fluviais e sertões. | Influência europeia (esgrima, ginástica) em sociabilidades urbanas do litoral. |
| Invasões/ocupação holandesa no Nordeste (1630–1654) | 1630–1654 | Maurício de Nassau | Centralismo da Coroa portuguesa; mercantilismo; criação de capitanias e governadores. | Modernização e crédito na cana; concorrência internacional açúcar. | Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. | Guerras luso‑holandesas; Nassau; insurreições luso‑brasileiras. | Zonas costeiras do NE (PE/RN/PB/AL) e ilhas; estuários para portos. | Urbanismo no Recife amplia vida pública que mais tarde favorece clubes de remo e futebol. |
| Bandeirantes, expansão para o interior e escravização indígena | séculos XVII–XVIII | Fernão Dias Paes | Autonomia paulista de fato; pactos com autoridades coloniais. | Apresamento indígena, mineração e comércio de interior. | Mestiçagens; cultura tropeira; redes de arraiais. | Revoltas de escravizados e repressões; policiamento urbano. | Bacias do Tietê/Paraná; sertões do Centro‑Sul. | Tropeirismo, rodeios e cultura equestre do Sudeste/Sul. |
| Ciclos do ouro e do diamante em Minas, Goiás e Mato Grosso (século XVIII) | 1690s–1770s | Aleijadinho | Fiscalização régia (Intendência); derrama e tensões fiscais. | Mineração e quinto; vilas mineradoras; circulação de moeda. | Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. | Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. | Serras de Minas e Goiás; garimpos em córregos; impacto ambiental. | Festas de santo com jogos equestres; sociabilidade que depois abriga clubes. |
| Administração colonial: capitanias, governadores e vice-reino no Rio | séculos XVI–XVIII; vice-reino 1763–1808 | Mem de Sá | Centralismo da Coroa portuguesa; mercantilismo; criação de capitanias e governadores. | Economia extrativa e agroexportadora (pau-brasil, açúcar); escravidão como base do trabalho. | Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. | Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. | Concentração litorânea; expansão para o interior; uso de rotas fluviais e sertões. | Controle de jogos públicos; embrião de normas sobre eventos coletivos (futuros esportes). |
| Quilombos e resistência negra (Palmares, Zumbi) | séculos XVII–XVIII (Palmares c. 1605–1694) | Zumbi dos Palmares | Poder paralelo e autonomia comunitária; negociação e repressão colonial. | Economia extrativa e agroexportadora (pau-brasil, açúcar); escravidão como base do trabalho. | Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. | Expedições de destruição; resistência armada; liderança de Zumbi. | Serras e matas (Serra da Barriga) como refúgio; redes de abastecimento. | Capoeira e jogos comunitários como coesão social. |
| Reformas pombalinas; expulsão dos jesuítas (1759) | 1750s–1770s (1759) | Marquês de Pombal | Reformas centralizadoras; expulsão jesuítica; laicização administrativa. | Economia extrativa e agroexportadora (pau-brasil, açúcar); escravidão como base do trabalho. | Catequese, educação e música; línguas gerais; hibridismos culturais. | Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. | Concentração litorânea; expansão para o interior; uso de rotas fluviais e sertões. | Reorganização do ensino abre caminho, no século XIX, para ginástica/educação física. |
| Tratados de fronteira: Madri (1750), Santo Ildefonso (1777), Badajós (1801) | 1750; 1777; 1801 | Alexandre de Gusmão | Diplomacia luso‑espanhola; redefinição territorial; uti possidetis. | Economia extrativa e agroexportadora (pau-brasil, açúcar); escravidão como base do trabalho. | Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. | Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. | Bacias amazônica e platina; marcos naturais (rios, serras) balizando limites. | Tradições equestres e de tiro nas faixas de fronteira; clássicos futebolísticos sulinos. |
| Inconfidência Mineira (1789) | 1789 | Tiradentes | Conspiração elite letrada; ideais iluministas; repressão pela Coroa. | Ouro em declínio; diversificação comercial com abertura dos portos; início de manufaturas. | Redes de poetas, oficiais e padres; circulação de panfletos. | Levantamentos regionais; presença de tropas luso‑brasileiras; guerras na Bacia do Prata. | Redefinição de fronteiras; interiorização econômica (Minas, Centro‑Oeste); eixos atlânticos. | Cultura cívica e de associações que mais tarde estrutura clubes esportivos. |
| Conjuração Baiana (1798) | 1798 | Cipriano Barata | Igualitarismo e anticlericalismo em parte dos manifestos; repressão exemplar. | Ouro em declínio; diversificação comercial com abertura dos portos; início de manufaturas. | Mobilização popular com forte componente urbano e racial em Salvador. | Levantamentos regionais; presença de tropas luso‑brasileiras; guerras na Bacia do Prata. | Redefinição de fronteiras; interiorização econômica (Minas, Centro‑Oeste); eixos atlânticos. | Mobilização popular em Salvador; identidade que se projeta em clubes (Bahia, Vitória). |
| Transferência da Corte portuguesa para o Rio (1808) | 1808–1821 | D. João VI | Monarquia instalada no Rio; criação de órgãos régios; abertura institucional. | Fim do exclusivo metropolitano; novos mercados e manufaturas. | Emergência de elites letradas; imprensa; aumento de fluxos populacionais urbanos. | Levantamentos regionais; presença de tropas luso‑brasileiras; guerras na Bacia do Prata. | Rio de Janeiro como capital imperial; reconfiguração urbana. | Explosão de clubes: turfe, tiro, remo; lazer urbano. |
| Abertura dos portos (1808) e liberalização econômica | 1808 | Visconde de Cairu | Distensão controlada; retorno de exilados; reorganização partidária. | Fim do exclusivo metropolitano; novos mercados e manufaturas. | Emergência de elites letradas; imprensa; aumento de fluxos populacionais urbanos. | Levantamentos regionais; presença de tropas luso‑brasileiras; guerras na Bacia do Prata. | Rio de Janeiro como capital imperial; reconfiguração urbana. | Chegada de práticas britânicas (turfe, críquete) e cultura dos clubes. |
| Instituições reais (Banco do Brasil, Imprensa Régia, Jardim Botânico) | 1808–1821 | D. João VI | Crise do Antigo Regime; reformas ilustradas; tensões autonomistas e movimentos conspiratórios. | Ouro em declínio; diversificação comercial com abertura dos portos; início de manufaturas. | Emergência de elites letradas; imprensa; aumento de fluxos populacionais urbanos. | Levantamentos regionais; presença de tropas luso‑brasileiras; guerras na Bacia do Prata. | Redefinição de fronteiras; interiorização econômica (Minas, Centro‑Oeste); eixos atlânticos. | Imprensa divulga eventos esportivos; Jardim Botânico e espaços de lazer ativo. |
| Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1815) | 1815–1822 | D. João VI | Crise do Antigo Regime; reformas ilustradas; tensões autonomistas e movimentos conspiratórios. | Ouro em declínio; diversificação comercial com abertura dos portos; início de manufaturas. | Emergência de elites letradas; imprensa; aumento de fluxos populacionais urbanos. | Levantamentos regionais; presença de tropas luso‑brasileiras; guerras na Bacia do Prata. | Redefinição de fronteiras; interiorização econômica (Minas, Centro‑Oeste); eixos atlânticos. | Consolidação do turfe e primeiras sociedades cívicas com seções “atléticas”. |
| Tópico | Período (anos) | Pessoa importante | Contexto político | Econômico | Social e cultural | Militar e conflitos | Geografia e meio ambiente | Esporte (gancho) |
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| Independência (1822) e D. Pedro I | 1822–1824 (Primeiro Reinado) | José Bonifácio | Ruptura com Lisboa; construção do Estado; disputa entre centralistas e provinciais. | Ouro em declínio; diversificação comercial com abertura dos portos; início de manufaturas. | Emergência de elites letradas; imprensa; aumento de fluxos populacionais urbanos. | Campanhas militares na Bahia, Norte e Sul; lealdades divididas. | Redefinição de fronteiras; interiorização econômica (Minas, Centro‑Oeste); eixos atlânticos. | Festejos cívicos com corridas e jogos; esporte como linguagem de nacionalidade. |
| Constituição de 1824 e o Poder Moderador | 1824–1831 | D. Pedro I | Carta outorgada; Poder Moderador; centralização monárquica. | Ouro em declínio; diversificação comercial com abertura dos portos; início de manufaturas. | Emergência de elites letradas; imprensa; aumento de fluxos populacionais urbanos. | Levantamentos regionais; presença de tropas luso‑brasileiras; guerras na Bacia do Prata. | Redefinição de fronteiras; interiorização econômica (Minas, Centro‑Oeste); eixos atlânticos. | Liberdade de associação facilita surgimento de clubes e ligas. |
| Guerra da Cisplatina (1825–1828) e independência do Uruguai | 1825–1828 | Carlos Frederico Lecor | Ruptura com Lisboa; construção do Estado; disputa entre centralistas e provinciais. | Ouro em declínio; diversificação comercial com abertura dos portos; início de manufaturas. | Emergência de elites letradas; imprensa; aumento de fluxos populacionais urbanos. | Guerra platina; marinha e cavalaria; tratados de paz. | Prata e fronteiras sulinas; pampas e rios como eixos. | Ponte cultural com o Prata (Uruguai/Argentina), berço de rivalidades futebolísticas. |
| Período Regencial (1831–1840) e revoltas regionais | 1831–1840 | Diogo Antônio Feijó | Regências trinas; ato adicional; disputa centralização x federalismo. | Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. | Imigração inicial; urbanização; cultura letrada; abolicionismo cresce. | Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). | Eixos Sudeste‑Sul; frentes no Sul e na Amazônia; ocupação de planaltos e vales fluviais. | Milícias equestres; jogos locais que antecedem ligas regionais. |
| Cabanagem (1835–1840) | 1835–1840 | Eduardo Angelim | Monarquia constitucional; centralização gradual; pactos regionais e clientelismo. | Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. | Participação popular cabana (mestizos, indígenas, ribeirinhos). | Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). | Amazônia ribeirinha; controle de rios como estratégia. | Amazônia fluvial: remo como tradição (embarcações, regatas). |
| Revolução Farroupilha / Guerra dos Farrapos (1835–1845) | 1835–1845 | Bento Gonçalves | Autonomismo rio‑grandense; pactos e anistias; república rio‑grandense efêmera. | Charque e pecuária; tarifas e concorrência platina. | Imigração inicial; urbanização; cultura letrada; abolicionismo cresce. | Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). | Campanha sulina; fronteiras e estâncias; clima subtropical. | Tradições gaúchas (rodeo, gineteada) e identidade esportiva sulista. |
| Sabinada (1837–1838) e Balaiada (1838–1841) | 1837–1838; 1838–1841 | Francisco Sabino | Monarquia constitucional; centralização gradual; pactos regionais e clientelismo. | Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. | Imigração inicial; urbanização; cultura letrada; abolicionismo cresce. | Milícias locais e tropas imperiais; guerra irregular urbana/rural. | Eixos Sudeste‑Sul; frentes no Sul e na Amazônia; ocupação de planaltos e vales fluviais. | Capoeira e práticas populares no NE conectadas à resistência. |
| Revolta Praieira (1848–1850) | 1848–1850 | Borges da Fonseca | Partido da Praia; liberalismo radical; confronto com conservadores. | Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. | Imigração inicial; urbanização; cultura letrada; abolicionismo cresce. | Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). | Eixos Sudeste‑Sul; frentes no Sul e na Amazônia; ocupação de planaltos e vales fluviais. | Recife e a vida marítima impulsionando clubes náuticos no fim do séc. XIX. |
| Segundo Reinado: D. Pedro II (1840–1889) | 1840–1889 | D. Pedro II | Estabilidade monárquica; parlamentarismo às avessas; modernização. | Ferrovias, telégrafo; café como motor; imigração crescente. | Imigração inicial; urbanização; cultura letrada; abolicionismo cresce. | Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). | Eixos Sudeste‑Sul; frentes no Sul e na Amazônia; ocupação de planaltos e vales fluviais. | Remo, turfe, ginástica alemã (Turnvereine); imprensa esportiva nascente. |
| Economia cafeeira e a ascensão de São Paulo | c. 1840–1930 (auge 1880–1930) | Barão de Mauá | Monarquia constitucional; centralização gradual; pactos regionais e clientelismo. | Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. | Imigração inicial; urbanização; cultura letrada; abolicionismo cresce. | Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). | Eixos Sudeste‑Sul; frentes no Sul e na Amazônia; ocupação de planaltos e vales fluviais. | Elites paulistas criam clubes (SPAC); chega o futebol (Charles Miller, 1894). |
| Lei Eusébio de Queirós (1850) e fim do tráfico negreiro | 1850 | Eusébio de Queirós | Repressão ao tráfico; tratados com britânicos; policiamento de portos. | Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. | Imigração inicial; urbanização; cultura letrada; abolicionismo cresce. | Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). | Eixos Sudeste‑Sul; frentes no Sul e na Amazônia; ocupação de planaltos e vales fluviais. | Urbanização e policiamento influenciam capoeira/criminalização e práticas corporais. |
| Guerra do Paraguai / da Tríplice Aliança (1864–1870) | 1864–1870 | Duque de Caxias | Monarquia constitucional; centralização gradual; pactos regionais e clientelismo. | Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. | Imigração inicial; urbanização; cultura letrada; abolicionismo cresce. | Guerra total no Prata; mobilização nacional; reformas do Exército. | Pantanal e bacias do Prata; logística fluvial e doenças tropicais. | Nacionalismo, clubes de tiro e remo; preparo físico militar. |
| Ondas de imigração (italiana, alemã, japonesa etc.) | c. 1820s–1930s (picos finais séc. XIX–início XX) | D. Pedro II | Monarquia constitucional; centralização gradual; pactos regionais e clientelismo. | Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. | Colônias étnicas; associações recreativas; mudanças demográficas. | Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). | Eixos Sudeste‑Sul; frentes no Sul e na Amazônia; ocupação de planaltos e vales fluviais. | Clubes étnicos: Palestra Itália/Palmeiras, Germânia/Pinheiros, Vasco (portugueses). |
| Abolicionismo; Lei do Ventre Livre (1871) e Lei dos Sexagenários (1885) | 1871; 1885 | Joaquim Nabuco | Pressão política e redes abolicionistas; leis graduais até 1888. | Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. | Libertos sem reparação; formação de periferias urbanas. | Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). | Eixos Sudeste‑Sul; frentes no Sul e na Amazônia; ocupação de planaltos e vales fluviais. | Inclusão de atletas negros; Vasco pioneiro contra barreiras raciais nas décadas seguintes. |
| Lei Áurea (1888) e o fim da escravidão | 1888 | Princesa Isabel | Pressão política e redes abolicionistas; leis graduais até 1888. | Tráfico atlântico e mercados internos de cativos; trabalho compulsório. | Libertos sem reparação; formação de periferias urbanas. | Revoltas de escravizados e repressões; policiamento urbano. | Interiorização sulista; frentes no Norte/Nordeste; ocupação de fronteiras. | Ampliação da participação negra em clubes e seleções. |
| Tópico | Período (anos) | Pessoa importante | Contexto político | Econômico | Social e cultural | Militar e conflitos | Geografia e meio ambiente | Esporte (gancho) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Proclamação da República (1889) | 1889 | Deodoro da Fonseca | Queda da monarquia; militares no poder; laicização e federalismo. | Café domina; início de industrialização; integração ferroviária; fim legal do cativeiro e reajustes. | Fluxos imigratórios; mobilidade urbana; novas associações civis e operárias. | Conflitos sertanejos; Guarda Nacional e forças estaduais; repressões a movimentos populares. | Interiorização sulista; frentes no Norte/Nordeste; ocupação de fronteiras. | Educação física entra na escola; ligas civis (remo, turfe, futebol). |
| Primeira República (1889–1930): coronelismo e política do café com leite | 1889–1930 | Campos Sales | Centralização e derrube das oligarquias; novo pacto trabalhista. | Defesa do café; obras urbanas; início do futebol de massas. | Imigração europeia para as fazendas; urbanização de SP. | Conflitos sertanejos; Guarda Nacional e forças estaduais; repressões a movimentos populares. | Interiorização sulista; frentes no Norte/Nordeste; ocupação de fronteiras. | Futebol se populariza; amadorismo x profissionalismo; rádios esportivos surgem. |
| Guerra de Canudos (1896–1897) | 1896–1897 | Antônio Conselheiro | Crise do Império e construção da República; federalismo oligárquico nascente. | Café domina; início de industrialização; integração ferroviária; fim legal do cativeiro e reajustes. | Comunidades sertanejas/messiânicas; conflitos por terra. | Campanhas militares prolongadas; guerra irregular. | Sertão nordestino (Canudos) e planaltos do Sul (Contestado). | Sertão, vaquejada e identidade nordestina refletida em clubes/torcidas. |
| Guerra do Contestado (1912–1916) | 1912–1916 | Monge José Maria | Crise do Império e construção da República; federalismo oligárquico nascente. | Café domina; início de industrialização; integração ferroviária; fim legal do cativeiro e reajustes. | Comunidades sertanejas/messiânicas; conflitos por terra. | Campanhas militares prolongadas; guerra irregular. | Sertão nordestino (Canudos) e planaltos do Sul (Contestado). | Sul interiorano: ginástica germânica e clubes de tiro; futebol em colônias. |
| Ciclo da borracha e crise; Fordlândia | c. 1870–1912; Fordlândia 1928–1945 | Henry Ford | Crise do Império e construção da República; federalismo oligárquico nascente. | Boom extrativista; trabalho migrante; colapso por concorrência asiática. | Fluxos imigratórios; mobilidade urbana; novas associações civis e operárias. | Conflitos sertanejos; Guarda Nacional e forças estaduais; repressões a movimentos populares. | Amazônia; rios como vias; floresta sob pressão. | Clubes no Norte (Remo, Paysandu); remo e futebol na Amazônia. |
| Revolta da Vacina (1904) e saúde pública (Oswaldo Cruz) | 1904 | Oswaldo Cruz | Reformas urbanas autoritárias; choque Estado‑população. | Industrialização urbana; borracha e ciclos regionais; políticas sanitárias e infraestrutura. | Resistência popular; educação sanitária. | Levantamentos militares; campanhas de saúde; controle social urbano. | Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. | Saúde pública legitima esporte como prevenção; campanhas de higiene. |
| Tenentismo e Coluna Prestes (anos 1920) | 1922–1927 (tenentismo); anos 1920 | Luís Carlos Prestes | Crítica às oligarquias; marcha política e militar da Coluna. | Industrialização urbana; borracha e ciclos regionais; políticas sanitárias e infraestrutura. | Crescimento de classes médias; modernismo cultural; rádio e imprensa de massa. | Levantamentos militares; campanhas de saúde; controle social urbano. | Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. | Culto à disciplina física; esportes militares e atléticos. |
| Semana de Arte Moderna (1922) e modernismo cultural | 1922 | Mário de Andrade | República Velha em crise; tenentismo; realinhamentos até 1930. | Industrialização urbana; borracha e ciclos regionais; políticas sanitárias e infraestrutura. | Cultura de massa; identidade nacional; festivais e estádios como arenas culturais. | Levantamentos militares; campanhas de saúde; controle social urbano. | Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. | Intelectuais celebram futebol/capoeira como estética brasileira. |
| Revolução de 1930 e ascensão de Vargas | 1930 | Getúlio Vargas | Centralização e derrube das oligarquias; novo pacto trabalhista. | Industrialização urbana; borracha e ciclos regionais; políticas sanitárias e infraestrutura. | Crescimento de classes médias; modernismo cultural; rádio e imprensa de massa. | Levantamentos militares; campanhas de saúde; controle social urbano. | Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. | Centralização estatal do esporte; criação/fortalecimento de confederações. |
| Constituição de 1934 e realinhamento político | 1934 | Getúlio Vargas | Constituição corporativa; direitos sociais; voto feminino consolidado. | Âncora cambial e URV; controle da inflação; crédito de massas. | Crescimento de classes médias; modernismo cultural; rádio e imprensa de massa. | Levantamentos militares; campanhas de saúde; controle social urbano. | Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. | Educação física obrigatória na escola. |
| Estado Novo (1937–1945): autoritarismo e industrialização | 1937–1945 | Getúlio Vargas | Ditadura varguista; censura; DIP e propaganda. | Industrialização urbana; borracha e ciclos regionais; políticas sanitárias e infraestrutura. | Crescimento de classes médias; modernismo cultural; rádio e imprensa de massa. | Levantamentos militares; campanhas de saúde; controle social urbano. | Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. | Propaganda via esporte; decreto de 1941 proíbe futebol feminino por décadas. |
| FEB (Força Expedicionária Brasileira) na Segunda Guerra Mundial | 1944–1945 (campanha da Itália) | Mascarenhas de Moraes | República Velha em crise; tenentismo; realinhamentos até 1930. | Industrialização urbana; borracha e ciclos regionais; políticas sanitárias e infraestrutura. | Crescimento de classes médias; modernismo cultural; rádio e imprensa de massa. | Envio de tropas à Itália; alianças com EUA; modernização das FFAA. | Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. | Esportes militares e partidas simbólicas no exterior. |
| Leis trabalhistas de Vargas (CLT, 1943) e corporativismo | 1943 | Getúlio Vargas | Centralização e derrube das oligarquias; novo pacto trabalhista. | Regulação do trabalho e carteira assinada; sindicatos atrelados ao Estado. | Crescimento de classes médias; modernismo cultural; rádio e imprensa de massa. | Levantamentos militares; campanhas de saúde; controle social urbano. | Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. | Base para profissionalização e direitos de atletas/trabalhadores de clubes. |
| Redemocratização (1945) e Constituição de 1946 | 1945–1946 | Eurico Gaspar Dutra | Nova Constituição liberal; rearranjo partidário; liberdade de imprensa. | Industrialização urbana; borracha e ciclos regionais; políticas sanitárias e infraestrutura. | Crescimento de classes médias; modernismo cultural; rádio e imprensa de massa. | Levantamentos militares; campanhas de saúde; controle social urbano. | Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. | Expansão de ligas; rádio esportivo massifica ídolos. |
| Sistema partidário (UDN–PSD–PTB) e populismo do pós-guerra | 1946–1964 | Carlos Lacerda | Sistema tripartite; populismo urbano; disputas eleitorais acirradas. | Substituição de importações; estatais; legislação trabalhista. | Propaganda e nacionalismo cultural; inclusão urbana de massas trabalhadoras. | Polícia política; participação na Segunda Guerra (FEB). | Capitais litorâneas; eixos industriais Sudeste; obras em infraestrutura. | Populismo e estádios como palanque; futebol e política se entrelaçam. |
| Juscelino Kubitschek, Plano de Metas e Brasília (1956–1961) | 1956–1961 | Juscelino Kubitschek | Centralização autoritária; corporativismo; constituições de 1934 e 1937. | Plano de Metas (‘50 em 5’); indústria automobilística; rodoviarismo. | Propaganda e nacionalismo cultural; inclusão urbana de massas trabalhadoras. | Polícia política; participação na Segunda Guerra (FEB). | Interiorização com Brasília; eixos rodoviários Centro‑Oeste. | Estádios modernos; automobilismo cresce com rodovias; início da “era F1”. |
| Petrobras (1953), desenvolvimentismo estatal e política do petróleo | 1953 e décadas seguintes | Getúlio Vargas | Centralização autoritária; corporativismo; constituições de 1934 e 1937. | Monopólio estatal; investimentos em refino e exploração. | Propaganda e nacionalismo cultural; inclusão urbana de massas trabalhadoras. | Polícia política; participação na Segunda Guerra (FEB). | Capitais litorâneas; eixos industriais Sudeste; obras em infraestrutura. | Patrocínios estatais a clubes/modalidades; esportes motorizados. |
| Renúncia de Jânio Quadros (1961) e João Goulart | 1961–1964 | João Goulart | Crise presidencialista/parlamentarista; reformas de base em disputa. | Substituição de importações; estatais; legislação trabalhista. | Propaganda e nacionalismo cultural; inclusão urbana de massas trabalhadoras. | Polícia política; participação na Segunda Guerra (FEB). | Capitais litorâneas; eixos industriais Sudeste; obras em infraestrutura. | Maracanã como arena política; futebol permeia debates nacionais. |
| Golpe militar de 1964; regime (1964–1985) | 1964–1985 | Humberto Castelo Branco | Autoritarismo; doutrina de segurança nacional; AI‑s posteriores. | Substituição de importações; estatais; legislação trabalhista. | Propaganda e nacionalismo cultural; inclusão urbana de massas trabalhadoras. | Polícia política; participação na Segunda Guerra (FEB). | Capitais litorâneas; eixos industriais Sudeste; obras em infraestrutura. | Intervenções em clubes; instrumentalização da Seleção (tri de 1970). |
| Atos Institucionais (AI-5, 1968), repressão e censura | 1968–1978 | Artur da Costa e Silva | Pico repressivo; cassações; censura total. | Substituição de importações; estatais; legislação trabalhista. | Propaganda e nacionalismo cultural; inclusão urbana de massas trabalhadoras. | Polícia política; participação na Segunda Guerra (FEB). | Capitais litorâneas; eixos industriais Sudeste; obras em infraestrutura. | Censura atinge jornalismo esportivo; futebol vira válvula de escape. |
| Resistência armada e guerrilhas (p.ex., Araguaia) | final anos 1960–início 1970s | Carlos Marighella | Centralização autoritária; corporativismo; constituições de 1934 e 1937. | Substituição de importações; estatais; legislação trabalhista. | Propaganda e nacionalismo cultural; inclusão urbana de massas trabalhadoras. | Conflito assimétrico; contraguerrilha; desaparecidos políticos. | Fronteiras e selvas (Araguaia) como teatro de operações. | Esporte como resistência cultural (capoeira) e práticas em presídios/exílio. |
| “Milagre econômico” (final dos anos 1960–início dos 1970) | 1968–1973 (auge) | Antônio Delfim Netto | Centralização autoritária; corporativismo; constituições de 1934 e 1937. | Crescimento acelerado via crédito externo; obras faraônicas. | Propaganda e nacionalismo cultural; inclusão urbana de massas trabalhadoras. | Polícia política; participação na Segunda Guerra (FEB). | Capitais litorâneas; eixos industriais Sudeste; obras em infraestrutura. | Arenas e patrocínios; Copa de 1970 consolida o futebol como mito nacional. |
| Urbanização, favelas e desigualdade regional no século XX | século XX, sobretudo 1950s–1980s | Oscar Niemeyer | Redemocratização; multipartidarismo; instabilidade até 1964 e regime autoritário após. | Plano de metas; estatalismo no petróleo; ‘milagre’ e depois crise inflacionária. | Formação de periferias; cultura popular urbana; clubes de bairro. | Golpe de 1964; AI‑5; repressão e guerrilhas; segurança nacional. | Metropolização de Rio/SP/BH; fronteiras agrícolas avançam (Centro‑Oeste/Norte). | Futebol como mobilidade; base de MMA/lutas e projetos sociais. |
| Abertura, Lei da Anistia (1979) e transição | 1979–1985 | Teotônio Vilela | Distensão controlada; retorno de exilados; reorganização partidária. | Plano de metas; estatalismo no petróleo; ‘milagre’ e depois crise inflacionária. | Massificação midiática; migrações campo‑cidade; movimentos estudantis. | Golpe de 1964; AI‑5; repressão e guerrilhas; segurança nacional. | Metropolização de Rio/SP/BH; fronteiras agrícolas avançam (Centro‑Oeste/Norte). | Revogação em 1979 da proibição ao futebol feminino; retorno de torcidas organizadas. |
| Movimento Diretas Já (1983–1984) | 1983–1984 | Ulysses Guimarães | Mobilização cívica por eleições diretas; pactos de transição. | Plano de metas; estatalismo no petróleo; ‘milagre’ e depois crise inflacionária. | Massificação midiática; migrações campo‑cidade; movimentos estudantis. | Golpe de 1964; AI‑5; repressão e guerrilhas; segurança nacional. | Metropolização de Rio/SP/BH; fronteiras agrícolas avançam (Centro‑Oeste/Norte). | Comícios em estádios; hinos e mosaicos politizados. |
| Transição de 1985 (Tancredo Neves / José Sarney) | 1985 | Tancredo Neves | Transição pactuada; hiperinflação; nova ordem constitucional em gestação. | Plano de metas; estatalismo no petróleo; ‘milagre’ e depois crise inflacionária. | Massificação midiática; migrações campo‑cidade; movimentos estudantis. | Golpe de 1964; AI‑5; repressão e guerrilhas; segurança nacional. | Metropolização de Rio/SP/BH; fronteiras agrícolas avançam (Centro‑Oeste/Norte). | Profissionalização do vôlei (“geração de prata”/liga); basquete com Hortência/Paula. |
| Constituição de 1988 (“Constituição Cidadã”) e novas instituições | 1988 | Ulysses Guimarães | Carta democrática com amplos direitos; descentralização federativa. | Plano de metas; estatalismo no petróleo; ‘milagre’ e depois crise inflacionária. | Massificação midiática; migrações campo‑cidade; movimentos estudantis. | Golpe de 1964; AI‑5; repressão e guerrilhas; segurança nacional. | Metropolização de Rio/SP/BH; fronteiras agrícolas avançam (Centro‑Oeste/Norte). | Direito ao esporte; Sistema Nacional do Desporto; expansão dos Jogos Escolares. |
| Hiperinflação e tentativas de estabilização (anos 1980–1990) | 1980s–1994 | Luis Carlos Bresser-Pereira | Redemocratização; multipartidarismo; instabilidade até 1964 e regime autoritário após. | Planos heterodoxos; perda de renda; indexação; informalidade. | Massificação midiática; migrações campo‑cidade; movimentos estudantis. | Golpe de 1964; AI‑5; repressão e guerrilhas; segurança nacional. | Metropolização de Rio/SP/BH; fronteiras agrícolas avançam (Centro‑Oeste/Norte). | Crise nos clubes e êxodo de atletas para o exterior. |
| Impeachment de Collor (1992) e Itamar Franco | 1992 | Fernando Collor | Abertura comercial e confisco; impeachment por corrupção. | Plano de metas; estatalismo no petróleo; ‘milagre’ e depois crise inflacionária. | Massificação midiática; migrações campo‑cidade; movimentos estudantis. | Golpe de 1964; AI‑5; repressão e guerrilhas; segurança nacional. | Metropolização de Rio/SP/BH; fronteiras agrícolas avançam (Centro‑Oeste/Norte). | Reorganização do marketing esportivo; novas competições e formatos. |
| Plano Real (1994) e estabilização monetária | 1994–1995 (implantação) | Fernando Henrique Cardoso | Redemocratização; multipartidarismo; instabilidade até 1964 e regime autoritário após. | Âncora cambial e URV; controle da inflação; crédito de massas. | Massificação midiática; migrações campo‑cidade; movimentos estudantis. | Golpe de 1964; AI‑5; repressão e guerrilhas; segurança nacional. | Metropolização de Rio/SP/BH; fronteiras agrícolas avançam (Centro‑Oeste/Norte). | Estabilidade impulsiona investimentos; embrião da Lei Pelé (1998). |
| FHC (1995–2002): privatizações, reformas, Mercosul | 1995–2002 | Fernando Henrique Cardoso | Reformas neoliberais; reeleição; regulação das agências. | Real, privatizações e depois boom de commodities; pré‑sal; PAC e infraestrutura. | Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. | Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. | Grandes obras; expansão urbana e impactos ambientais; Amazônia em foco. | Lei Pelé, debate clube-empresa; Mercosul intensifica copas regionais. |
| MST e debates sobre reforma agrária pós-1988 | 1990s–presente (pós-1988) | João Pedro Stédile | Conflitos agrários; mediação estatal; assentamentos. | Real, privatizações e depois boom de commodities; pré‑sal; PAC e infraestrutura. | Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. | Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. | Fronteiras agrícolas no Centro‑Oeste/Norte; disputa por terras. | Agronegócio como patrocinador; clubes do interior ganham visibilidade. |
| História ambiental da Amazônia: desmatamento, reservas, IBAMA/ICMBio | décadas de 1980–2020 | Chico Mendes | Fiscalização e diplomacia ambiental; sanções e acordos. | Extrativismo, agronegócio e mineração em tensão com conservação. | Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. | Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. | Secas prolongadas; queimadas; pressão internacional por proteção. | Arena da Amazônia (2014) e esportes de natureza; debates sobre sustentabilidade. |
| Lula (2003–2010): Bolsa Família, crescimento e inclusão social | 2003–2010 | Luiz Inácio Lula da Silva | Reforma de programas sociais; focalização e condicionalidades. | Impacto orçamentário e na pobreza; integração com trabalho e educação. | Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. | Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. | Grandes obras; expansão urbana e impactos ambientais; Amazônia em foco. | Bolsa Atleta; Pan Rio 2007; política de alto rendimento. |
| O Brasil e o Sul Global: Unasul, BRICS, missões de paz | 2003–2010; 2010s | Celso Amorim | Ampliação de fóruns multilaterais; reequilíbrio geopolítico. | Real, privatizações e depois boom de commodities; pré‑sal; PAC e infraestrutura. | Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. | Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. | Grandes obras; expansão urbana e impactos ambientais; Amazônia em foco. | Diplomacia esportiva (Jogos Mundiais Militares 2011; eventos multilaterais). |
| Escândalo do Mensalão (2005) e judicialização da política | 2005–2012 | Joaquim Barbosa | Crise política e fortalecimento do STF; precedentes para Lava Jato. | Real, privatizações e depois boom de commodities; pré‑sal; PAC e infraestrutura. | Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. | Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. | Grandes obras; expansão urbana e impactos ambientais; Amazônia em foco. | Judicialização também no esporte (STJD, CAS); governança e compliance. |
| Descobertas do pré-sal (a partir de 2006) e política energética | a partir de 2006 | Dilma Rousseff | Reformas do Estado; estabilização institucional; políticas sociais ampliadas. | Renda petrolífera potencial; modelos de partilha; conteúdo nacional. | Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. | Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. | Bacia de Santos/Campos; riscos ambientais marítimos. | Patrocínios de estatais (ex.: automobilismo, futebol) e infraestrutura esportiva. |
| PAC e investimento em infraestrutura | 2007–2014 | Dilma Rousseff | Reformas do Estado; estabilização institucional; políticas sociais ampliadas. | Carteira de obras; logística; energia; saneamento. | Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. | Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. | Grandes obras; expansão urbana e impactos ambientais; Amazônia em foco. | Obras de arenas/mobilidade para Copa/Olimpíadas. |
| Megaeventos: Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016 (impactos) | 2014–2016 | Eduardo Paes | Coalizões multinível; exceções legais e contratos complexos. | Gastos públicos, turismo e obras; legado discutido. | Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. | Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. | Arenas em várias regiões; impactos urbanos (transporte, zoneamento). | Copa 2014, Rio 2016 e Paralimpíadas; legado esportivo/urbano. |
| Dilma Rousseff (2011–2016) e desafios econômicos | 2011–2016 | Dilma Rousseff | Coalizão presidencialista em estresse; agenda social e industrial. | Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. | Redes sociais; movimentos por direitos (raça, gênero, indígenas). | Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. | Arenas e mobilidade urbana; impactos regionais de obras; conflitos fundiários. | Bolsa Pódio; crescimento do futebol feminino; crise fiscal afeta clubes. |
| Protestos de Junho de 2013 e crise de representação | 2013 | Fernando Haddad | Crise de representação; novas formas de mobilização digital. | Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. | Redes sociais; movimentos por direitos (raça, gênero, indígenas). | Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. | Arenas e mobilidade urbana; impactos regionais de obras; conflitos fundiários. | Protestos em jogos; “Não vai ter Copa” e debate sobre gastos. |
| Operação Lava Jato e suas consequências | 2014–2021 | Sérgio Moro | Judicialização; colaborações premiadas; redes empresariais investigadas. | Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. | Redes sociais; movimentos por direitos (raça, gênero, indígenas). | Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. | Arenas e mobilidade urbana; impactos regionais de obras; conflitos fundiários. | Construtoras e arenas; governança e transparência em clubes/federações. |
| Impeachment de Dilma (2016) e governo Temer | 2016–2018 | Michel Temer | Reformas microeconômicas; debate sobre legitimidade e austeridade. | Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. | Redes sociais; movimentos por direitos (raça, gênero, indígenas). | Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. | Arenas e mobilidade urbana; impactos regionais de obras; conflitos fundiários. | Revisão de incentivos; concessões/privatizações de estádios. |
| Segurança pública, PCC e milícias (especialmente no Rio) | 2000s–presente | Marielle Franco | Polarização; protestos; impeachment; rearranjos de coalizão. | Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. | Redes sociais; movimentos por direitos (raça, gênero, indígenas). | Criminalidade organizada; controle territorial; policiamento e inteligência. | Metrópoles (SP/RJ); periferias e favelas; corredores logísticos. | Violência em estádios; torcidas; protocolos de segurança. |
| Direitos indígenas (Constituição de 1988) e conflitos de demarcação | 1988–presente | Ailton Krenak | Políticas de demarcação e direitos constitucionais; conflitos com agronegócio. | Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. | Resistência cultural; saúde e educação indígena. | Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. | Terras indígenas em Amazônia e Centro‑Oeste; proteção de biomas. | Jogos dos Povos Indígenas e acesso a equipamentos esportivos nas terras. |
| Debate sobre “democracia racial”, movimento negro e ações afirmativas | 1930s–presente; ápice 2000s–2010s | Abdias do Nascimento | Polarização; protestos; impeachment; rearranjos de coalizão. | Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. | Antirracismo; cotas; memória e patrimônio afro-brasileiro. | Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. | Arenas e mobilidade urbana; impactos regionais de obras; conflitos fundiários. | Racismo no esporte; campanhas/leis; heróis negros (Pelé, Marta). |
| Movimentos feministas e política de gênero | século XX–XXI (picos 1970s–presente) | Bertha Lutz | Polarização; protestos; impeachment; rearranjos de coalizão. | Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. | Direitos das mulheres; combate à violência; lideranças femininas. | Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. | Arenas e mobilidade urbana; impactos regionais de obras; conflitos fundiários. | Luta por futebol feminino profissional; visibilidade da seleção e ligas. |
| Política educacional e expansão (de Vargas ao pós-1988) | Vargas–presente; destaque pós-1988 | Paulo Freire | Políticas curriculares e expansão do acesso; federalismo educacional. | Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. | Redes sociais; movimentos por direitos (raça, gênero, indígenas). | Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. | Arenas e mobilidade urbana; impactos regionais de obras; conflitos fundiários. | Educação física na BNCC; Jogos Escolares como base de talentos. |
| SUS (1988) e história da saúde pública | 1988–presente | Sérgio Arouca | Sistema universal; descentralização; conferências de saúde. | Financiamento tripartite; indústria farmacêutica e logística. | Redes sociais; movimentos por direitos (raça, gênero, indígenas). | Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. | Arenas e mobilidade urbana; impactos regionais de obras; conflitos fundiários. | Políticas de atividade física e promoção da saúde; programas comunitários. |
| Religião na política: influência católica e evangélica | século XX–XXI | Dom Paulo Evaristo Arns | Lobby religioso e bancada; debates de costumes. | Volatilidade; choque da pandemia; marcos legais (SAF, apostas). | Cultura digital; saúde pública; sociabilidade em plataformas. | Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. | Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. | Atletas religiosos; debates sobre símbolos e celebrações em campo. |
| História da mídia: das redes de rádio/TV às plataformas digitais | anos 1930–presente; 1990s–2020s | Roberto Marinho | Regulação de mídia; concentração e pluralismo. | Mercado de direitos de transmissão; plataformas digitais. | Cultura digital; saúde pública; sociabilidade em plataformas. | Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. | Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. | Era do rádio/TV e, depois, streaming; direitos de transmissão como motor financeiro. |
| Movimentos culturais: Bossa Nova, Tropicália, política cultural | 1950s–1970s; ecos posteriores | Caetano Veloso | Conflito entre poderes; eleições acirradas; debate sobre desinformação. | Volatilidade; choque da pandemia; marcos legais (SAF, apostas). | Cultura de massa; identidade nacional; festivais e estádios como arenas culturais. | Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. | Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. | Música nos estádios; cultura de torcidas e carnaval em arquibancadas. |
| Ciclos econômicos: debates sobre desindustrialização e booms de commodities | décadas de 1980–2020 | Maria da Conceição Tavares | Conflito entre poderes; eleições acirradas; debate sobre desinformação. | Termos de troca; volatilidade; debate sobre política industrial. | Cultura digital; saúde pública; sociabilidade em plataformas. | Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. | Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. | Finanças de clubes, SAFs (clube-empresa) e mercado de transferências. |
| Governo Bolsonaro (2019–2022) e polarização | 2019–2022 | Jair Bolsonaro | Conflitos federativos; medidas provisórias; embates com STF e governadores. | Volatilidade; choque da pandemia; marcos legais (SAF, apostas). | Cultura digital; saúde pública; sociabilidade em plataformas. | Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. | Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. | Pandemia sem público; debate sobre SAF (lei de 2021) e politização das torcidas. |
| COVID-19 no Brasil: saúde, política e economia | 2020–2022 | Luiz Henrique Mandetta | Coordenação federativa; judicialização de medidas sanitárias. | Fechamentos e retomadas; choques no emprego e no esporte. | Luto e distanciamento; novas práticas de lazer e saúde. | Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. | Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. | Paralisou campeonatos; protocolos sanitários; impacto nos Jogos Olímpicos/Paralímpicos. |
| Incêndios na Amazônia e diplomacia ambiental (2019–anos 2020) | 2019–presente | Marina Silva | Fiscalização e diplomacia ambiental; sanções e acordos. | Extrativismo, agronegócio e mineração em tensão com conservação. | Cultura digital; saúde pública; sociabilidade em plataformas. | Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. | Secas prolongadas; queimadas; pressão internacional por proteção. | Atletas ativistas; patrocínios “verdes”; esportes de natureza em risco. |
| Eleições de 2022 e retorno de Lula (a partir de 2023) | 2022–2025 | Luiz Inácio Lula da Silva | Virada eleitoral; recomposição de ministérios; diálogo com STF e Congresso. | Volatilidade; choque da pandemia; marcos legais (SAF, apostas). | Cultura digital; saúde pública; sociabilidade em plataformas. | Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. | Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. | Retomada do Min. do Esporte; fortalecimento do futebol feminino e do esporte de base. |
| Atos de 8 de janeiro de 2023 e defesa da democracia | 8 de janeiro de 2023 | Alexandre de Moraes | Defesa das instituições; inquéritos e responsabilização. | Volatilidade; choque da pandemia; marcos legais (SAF, apostas). | Cultura digital; saúde pública; sociabilidade em plataformas. | Ataques às sedes dos poderes; resposta policial e judicial. | Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. | Segurança de eventos de massa; novas regras de policiamento em estádios. |
| Política social hoje: redesenho do Auxílio Brasil/Bolsa Família | 2023–presente | Wellington Dias | Reforma de programas sociais; focalização e condicionalidades. | Impacto orçamentário e na pobreza; integração com trabalho e educação. | Cultura digital; saúde pública; sociabilidade em plataformas. | Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. | Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. | Bolsa Atleta/Bolsa Pódio; projetos de inclusão via esporte. |
| Governança digital, desinformação e o papel do STF | 2020s (2023–2025) | Alexandre de Moraes | Regulação de plataformas; jurisprudência sobre fake news e discurso de ódio. | Novo arcabouço fiscal; inflação e juros; reindustrialização verde. | Combate à desigualdade; políticas de inclusão e educação. | Segurança pública e defesa cibernética; cooperação regional. | Clima e transição energética; BRICS e rota Sul‑Sul; interiorização do crescimento. | Fake news no futebol; apostas esportivas e combate ao match-fixing. |
| Política externa nos anos 2020: expansão do BRICS e crises entre grandes potências | 2020s (2023–2025) | Mauro Vieira | Ampliação de fóruns multilaterais; reequilíbrio geopolítico. | Novo arcabouço fiscal; inflação e juros; reindustrialização verde. | Combate à desigualdade; políticas de inclusão e educação. | Segurança pública e defesa cibernética; cooperação regional. | Clima e transição energética; BRICS e rota Sul‑Sul; interiorização do crescimento. | Jogos/competições multilaterais (BRICS Games); soft power esportivo. |
| Política econômica: arcabouço fiscal, metas de inflação e autonomia do BC | 2023–2025 | Fernando Haddad | Recomposição institucional; política externa assertiva; regulação digital. | Regras fiscais; coordenação com política monetária; credibilidade e investimento. | Combate à desigualdade; políticas de inclusão e educação. | Segurança pública e defesa cibernética; cooperação regional. | Clima e transição energética; BRICS e rota Sul‑Sul; interiorização do crescimento. | Câmbio e exportação de atletas; orçamento para esporte público. |
| Desenvolvimento regional: Nordeste, Amazônia e fronteiras do agronegócio | século XX–XXI (especialmente 2000s–2020s) | Blairo Maggi | Fiscalização e diplomacia ambiental; sanções e acordos. | Cadeias agroindustriais; logística; desigualdades espaciais. | Combate à desigualdade; políticas de inclusão e educação. | Segurança pública e defesa cibernética; cooperação regional. | Matopiba, Cerrado e Amazônia; expansão de fronteiras agrícolas. | Estaduais e interiorização de arenas; base de talentos fora das capitais. |
| Desafios de longo prazo: desigualdade, qualidade da educação, transição climática e confiança institucional | Horizonte 2020s–2050s (prospectivo) | Celso Furtado | Capacidade estatal e confiança institucional; reformas estruturais. | Produtividade e reindustrialização verde; transição energética. | Qualidade educacional e coesão social; inclusão duradoura. | Segurança pública de longo prazo; defesa cibernética. | Mudança climática e eventos extremos; cidades resilientes. | Gestão profissional, sustentabilidade de clubes/arenas e calendário sob mudança climática. |
| Tópico | Período (anos) | Pessoa importante | Contexto político | Econômico | Social e cultural | Militar e conflitos | Geografia e meio ambiente | Esporte (gancho) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Independência (1822) e D. Pedro I | 1822–1824 (Primeiro Reinado) | José Bonifácio | Ruptura com Lisboa; construção do Estado; disputa entre centralistas e provinciais. | Ouro em declínio; diversificação comercial com abertura dos portos; início de manufaturas. | Emergência de elites letradas; imprensa; aumento de fluxos populacionais urbanos. | Campanhas militares na Bahia, Norte e Sul; lealdades divididas. | Redefinição de fronteiras; interiorização econômica (Minas, Centro‑Oeste); eixos atlânticos. | Festejos cívicos com corridas e jogos; esporte como linguagem de nacionalidade. |
| Constituição de 1824 e o Poder Moderador | 1824–1831 | D. Pedro I | Carta outorgada; Poder Moderador; centralização monárquica. | Ouro em declínio; diversificação comercial com abertura dos portos; início de manufaturas. | Emergência de elites letradas; imprensa; aumento de fluxos populacionais urbanos. | Levantamentos regionais; presença de tropas luso‑brasileiras; guerras na Bacia do Prata. | Redefinição de fronteiras; interiorização econômica (Minas, Centro‑Oeste); eixos atlânticos. | Liberdade de associação facilita surgimento de clubes e ligas. |
| Guerra da Cisplatina (1825–1828) e independência do Uruguai | 1825–1828 | Carlos Frederico Lecor | Ruptura com Lisboa; construção do Estado; disputa entre centralistas e provinciais. | Ouro em declínio; diversificação comercial com abertura dos portos; início de manufaturas. | Emergência de elites letradas; imprensa; aumento de fluxos populacionais urbanos. | Guerra platina; marinha e cavalaria; tratados de paz. | Prata e fronteiras sulinas; pampas e rios como eixos. | Ponte cultural com o Prata (Uruguai/Argentina), berço de rivalidades futebolísticas. |
| Período Regencial (1831–1840) e revoltas regionais | 1831–1840 | Diogo Antônio Feijó | Regências trinas; ato adicional; disputa centralização x federalismo. | Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. | Imigração inicial; urbanização; cultura letrada; abolicionismo cresce. | Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). | Eixos Sudeste‑Sul; frentes no Sul e na Amazônia; ocupação de planaltos e vales fluviais. | Milícias equestres; jogos locais que antecedem ligas regionais. |
| Cabanagem (1835–1840) | 1835–1840 | Eduardo Angelim | Monarquia constitucional; centralização gradual; pactos regionais e clientelismo. | Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. | Participação popular cabana (mestizos, indígenas, ribeirinhos). | Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). | Amazônia ribeirinha; controle de rios como estratégia. | Amazônia fluvial: remo como tradição (embarcações, regatas). |
| Revolução Farroupilha / Guerra dos Farrapos (1835–1845) | 1835–1845 | Bento Gonçalves | Autonomismo rio‑grandense; pactos e anistias; república rio‑grandense efêmera. | Charque e pecuária; tarifas e concorrência platina. | Imigração inicial; urbanização; cultura letrada; abolicionismo cresce. | Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). | Campanha sulina; fronteiras e estâncias; clima subtropical. | Tradições gaúchas (rodeo, gineteada) e identidade esportiva sulista. |
| Sabinada (1837–1838) e Balaiada (1838–1841) | 1837–1838; 1838–1841 | Francisco Sabino | Monarquia constitucional; centralização gradual; pactos regionais e clientelismo. | Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. | Imigração inicial; urbanização; cultura letrada; abolicionismo cresce. | Milícias locais e tropas imperiais; guerra irregular urbana/rural. | Eixos Sudeste‑Sul; frentes no Sul e na Amazônia; ocupação de planaltos e vales fluviais. | Capoeira e práticas populares no NE conectadas à resistência. |
| Revolta Praieira (1848–1850) | 1848–1850 | Borges da Fonseca | Partido da Praia; liberalismo radical; confronto com conservadores. | Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. | Imigração inicial; urbanização; cultura letrada; abolicionismo cresce. | Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). | Eixos Sudeste‑Sul; frentes no Sul e na Amazônia; ocupação de planaltos e vales fluviais. | Recife e a vida marítima impulsionando clubes náuticos no fim do séc. XIX. |
| Segundo Reinado: D. Pedro II (1840–1889) | 1840–1889 | D. Pedro II | Estabilidade monárquica; parlamentarismo às avessas; modernização. | Ferrovias, telégrafo; café como motor; imigração crescente. | Imigração inicial; urbanização; cultura letrada; abolicionismo cresce. | Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). | Eixos Sudeste‑Sul; frentes no Sul e na Amazônia; ocupação de planaltos e vales fluviais. | Remo, turfe, ginástica alemã (Turnvereine); imprensa esportiva nascente. |
| Economia cafeeira e a ascensão de São Paulo | c. 1840–1930 (auge 1880–1930) | Barão de Mauá | Monarquia constitucional; centralização gradual; pactos regionais e clientelismo. | Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. | Imigração inicial; urbanização; cultura letrada; abolicionismo cresce. | Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). | Eixos Sudeste‑Sul; frentes no Sul e na Amazônia; ocupação de planaltos e vales fluviais. | Elites paulistas criam clubes (SPAC); chega o futebol (Charles Miller, 1894). |
| Lei Eusébio de Queirós (1850) e fim do tráfico negreiro | 1850 | Eusébio de Queirós | Repressão ao tráfico; tratados com britânicos; policiamento de portos. | Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. | Imigração inicial; urbanização; cultura letrada; abolicionismo cresce. | Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). | Eixos Sudeste‑Sul; frentes no Sul e na Amazônia; ocupação de planaltos e vales fluviais. | Urbanização e policiamento influenciam capoeira/criminalização e práticas corporais. |
| Guerra do Paraguai / da Tríplice Aliança (1864–1870) | 1864–1870 | Duque de Caxias | Monarquia constitucional; centralização gradual; pactos regionais e clientelismo. | Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. | Imigração inicial; urbanização; cultura letrada; abolicionismo cresce. | Guerra total no Prata; mobilização nacional; reformas do Exército. | Pantanal e bacias do Prata; logística fluvial e doenças tropicais. | Nacionalismo, clubes de tiro e remo; preparo físico militar. |
| Ondas de imigração (italiana, alemã, japonesa etc.) | c. 1820s–1930s (picos finais séc. XIX–início XX) | D. Pedro II | Monarquia constitucional; centralização gradual; pactos regionais e clientelismo. | Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. | Colônias étnicas; associações recreativas; mudanças demográficas. | Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). | Eixos Sudeste‑Sul; frentes no Sul e na Amazônia; ocupação de planaltos e vales fluviais. | Clubes étnicos: Palestra Itália/Palmeiras, Germânia/Pinheiros, Vasco (portugueses). |
| Abolicionismo; Lei do Ventre Livre (1871) e Lei dos Sexagenários (1885) | 1871; 1885 | Joaquim Nabuco | Pressão política e redes abolicionistas; leis graduais até 1888. | Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. | Libertos sem reparação; formação de periferias urbanas. | Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). | Eixos Sudeste‑Sul; frentes no Sul e na Amazônia; ocupação de planaltos e vales fluviais. | Inclusão de atletas negros; Vasco pioneiro contra barreiras raciais nas décadas seguintes. |
| Lei Áurea (1888) e o fim da escravidão | 1888 | Princesa Isabel | Pressão política e redes abolicionistas; leis graduais até 1888. | Tráfico atlântico e mercados internos de cativos; trabalho compulsório. | Libertos sem reparação; formação de periferias urbanas. | Revoltas de escravizados e repressões; policiamento urbano. | Interiorização sulista; frentes no Norte/Nordeste; ocupação de fronteiras. | Ampliação da participação negra em clubes e seleções. |
| Tópico | Período (anos) | Pessoa importante | Contexto político | Econômico | Social e cultural | Militar e conflitos | Geografia e meio ambiente | Esporte (gancho) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Sociedades indígenas antes de 1500 (Tupi, Guarani, Macro-Jê etc.) | Pré-colonial (antes de 1500) | Davi Kopenawa | Políticas de demarcação e direitos constitucionais; conflitos com agronegócio. | Economias de subsistência e trocas regionais; manejo sustentável de recursos. | Resistência cultural; saúde e educação indígena. | Conflitos intergrupais e alianças; resistência à invasão europeia a partir do século XVI. | Terras indígenas em Amazônia e Centro‑Oeste; proteção de biomas. | Jogos tradicionais (corrida de tora, arco e flecha, xikunahity) e, hoje, Jogos dos Povos Indígenas. |
| Tópico | Período (anos) | Pessoa importante | Contexto político | Econômico | Social e cultural | Militar e conflitos | Geografia e meio ambiente | Esporte (gancho) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Proclamação da República (1889) | 1889 | Deodoro da Fonseca | Queda da monarquia; militares no poder; laicização e federalismo. | Café domina; início de industrialização; integração ferroviária; fim legal do cativeiro e reajustes. | Fluxos imigratórios; mobilidade urbana; novas associações civis e operárias. | Conflitos sertanejos; Guarda Nacional e forças estaduais; repressões a movimentos populares. | Interiorização sulista; frentes no Norte/Nordeste; ocupação de fronteiras. | Educação física entra na escola; ligas civis (remo, turfe, futebol). |
| Primeira República (1889–1930): coronelismo e política do café com leite | 1889–1930 | Campos Sales | Centralização e derrube das oligarquias; novo pacto trabalhista. | Defesa do café; obras urbanas; início do futebol de massas. | Imigração europeia para as fazendas; urbanização de SP. | Conflitos sertanejos; Guarda Nacional e forças estaduais; repressões a movimentos populares. | Interiorização sulista; frentes no Norte/Nordeste; ocupação de fronteiras. | Futebol se populariza; amadorismo x profissionalismo; rádios esportivos surgem. |
| Guerra de Canudos (1896–1897) | 1896–1897 | Antônio Conselheiro | Crise do Império e construção da República; federalismo oligárquico nascente. | Café domina; início de industrialização; integração ferroviária; fim legal do cativeiro e reajustes. | Comunidades sertanejas/messiânicas; conflitos por terra. | Campanhas militares prolongadas; guerra irregular. | Sertão nordestino (Canudos) e planaltos do Sul (Contestado). | Sertão, vaquejada e identidade nordestina refletida em clubes/torcidas. |
| Guerra do Contestado (1912–1916) | 1912–1916 | Monge José Maria | Crise do Império e construção da República; federalismo oligárquico nascente. | Café domina; início de industrialização; integração ferroviária; fim legal do cativeiro e reajustes. | Comunidades sertanejas/messiânicas; conflitos por terra. | Campanhas militares prolongadas; guerra irregular. | Sertão nordestino (Canudos) e planaltos do Sul (Contestado). | Sul interiorano: ginástica germânica e clubes de tiro; futebol em colônias. |
| Ciclo da borracha e crise; Fordlândia | c. 1870–1912; Fordlândia 1928–1945 | Henry Ford | Crise do Império e construção da República; federalismo oligárquico nascente. | Boom extrativista; trabalho migrante; colapso por concorrência asiática. | Fluxos imigratórios; mobilidade urbana; novas associações civis e operárias. | Conflitos sertanejos; Guarda Nacional e forças estaduais; repressões a movimentos populares. | Amazônia; rios como vias; floresta sob pressão. | Clubes no Norte (Remo, Paysandu); remo e futebol na Amazônia. |
| Revolta da Vacina (1904) e saúde pública (Oswaldo Cruz) | 1904 | Oswaldo Cruz | Reformas urbanas autoritárias; choque Estado‑população. | Industrialização urbana; borracha e ciclos regionais; políticas sanitárias e infraestrutura. | Resistência popular; educação sanitária. | Levantamentos militares; campanhas de saúde; controle social urbano. | Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. | Saúde pública legitima esporte como prevenção; campanhas de higiene. |
| Tenentismo e Coluna Prestes (anos 1920) | 1922–1927 (tenentismo); anos 1920 | Luís Carlos Prestes | Crítica às oligarquias; marcha política e militar da Coluna. | Industrialização urbana; borracha e ciclos regionais; políticas sanitárias e infraestrutura. | Crescimento de classes médias; modernismo cultural; rádio e imprensa de massa. | Levantamentos militares; campanhas de saúde; controle social urbano. | Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. | Culto à disciplina física; esportes militares e atléticos. |
| Semana de Arte Moderna (1922) e modernismo cultural | 1922 | Mário de Andrade | República Velha em crise; tenentismo; realinhamentos até 1930. | Industrialização urbana; borracha e ciclos regionais; políticas sanitárias e infraestrutura. | Cultura de massa; identidade nacional; festivais e estádios como arenas culturais. | Levantamentos militares; campanhas de saúde; controle social urbano. | Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. | Intelectuais celebram futebol/capoeira como estética brasileira. |
| Revolução de 1930 e ascensão de Vargas | 1930 | Getúlio Vargas | Centralização e derrube das oligarquias; novo pacto trabalhista. | Industrialização urbana; borracha e ciclos regionais; políticas sanitárias e infraestrutura. | Crescimento de classes médias; modernismo cultural; rádio e imprensa de massa. | Levantamentos militares; campanhas de saúde; controle social urbano. | Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. | Centralização estatal do esporte; criação/fortalecimento de confederações. |
| Constituição de 1934 e realinhamento político | 1934 | Getúlio Vargas | Constituição corporativa; direitos sociais; voto feminino consolidado. | Âncora cambial e URV; controle da inflação; crédito de massas. | Crescimento de classes médias; modernismo cultural; rádio e imprensa de massa. | Levantamentos militares; campanhas de saúde; controle social urbano. | Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. | Educação física obrigatória na escola. |
| Estado Novo (1937–1945): autoritarismo e industrialização | 1937–1945 | Getúlio Vargas | Ditadura varguista; censura; DIP e propaganda. | Industrialização urbana; borracha e ciclos regionais; políticas sanitárias e infraestrutura. | Crescimento de classes médias; modernismo cultural; rádio e imprensa de massa. | Levantamentos militares; campanhas de saúde; controle social urbano. | Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. | Propaganda via esporte; decreto de 1941 proíbe futebol feminino por décadas. |
| FEB (Força Expedicionária Brasileira) na Segunda Guerra Mundial | 1944–1945 (campanha da Itália) | Mascarenhas de Moraes | República Velha em crise; tenentismo; realinhamentos até 1930. | Industrialização urbana; borracha e ciclos regionais; políticas sanitárias e infraestrutura. | Crescimento de classes médias; modernismo cultural; rádio e imprensa de massa. | Envio de tropas à Itália; alianças com EUA; modernização das FFAA. | Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. | Esportes militares e partidas simbólicas no exterior. |
| Leis trabalhistas de Vargas (CLT, 1943) e corporativismo | 1943 | Getúlio Vargas | Centralização e derrube das oligarquias; novo pacto trabalhista. | Regulação do trabalho e carteira assinada; sindicatos atrelados ao Estado. | Crescimento de classes médias; modernismo cultural; rádio e imprensa de massa. | Levantamentos militares; campanhas de saúde; controle social urbano. | Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. | Base para profissionalização e direitos de atletas/trabalhadores de clubes. |
| Redemocratização (1945) e Constituição de 1946 | 1945–1946 | Eurico Gaspar Dutra | Nova Constituição liberal; rearranjo partidário; liberdade de imprensa. | Industrialização urbana; borracha e ciclos regionais; políticas sanitárias e infraestrutura. | Crescimento de classes médias; modernismo cultural; rádio e imprensa de massa. | Levantamentos militares; campanhas de saúde; controle social urbano. | Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. | Expansão de ligas; rádio esportivo massifica ídolos. |
| Sistema partidário (UDN–PSD–PTB) e populismo do pós-guerra | 1946–1964 | Carlos Lacerda | Sistema tripartite; populismo urbano; disputas eleitorais acirradas. | Substituição de importações; estatais; legislação trabalhista. | Propaganda e nacionalismo cultural; inclusão urbana de massas trabalhadoras. | Polícia política; participação na Segunda Guerra (FEB). | Capitais litorâneas; eixos industriais Sudeste; obras em infraestrutura. | Populismo e estádios como palanque; futebol e política se entrelaçam. |
| Juscelino Kubitschek, Plano de Metas e Brasília (1956–1961) | 1956–1961 | Juscelino Kubitschek | Centralização autoritária; corporativismo; constituições de 1934 e 1937. | Plano de Metas (‘50 em 5’); indústria automobilística; rodoviarismo. | Propaganda e nacionalismo cultural; inclusão urbana de massas trabalhadoras. | Polícia política; participação na Segunda Guerra (FEB). | Interiorização com Brasília; eixos rodoviários Centro‑Oeste. | Estádios modernos; automobilismo cresce com rodovias; início da “era F1”. |
| Petrobras (1953), desenvolvimentismo estatal e política do petróleo | 1953 e décadas seguintes | Getúlio Vargas | Centralização autoritária; corporativismo; constituições de 1934 e 1937. | Monopólio estatal; investimentos em refino e exploração. | Propaganda e nacionalismo cultural; inclusão urbana de massas trabalhadoras. | Polícia política; participação na Segunda Guerra (FEB). | Capitais litorâneas; eixos industriais Sudeste; obras em infraestrutura. | Patrocínios estatais a clubes/modalidades; esportes motorizados. |
| Renúncia de Jânio Quadros (1961) e João Goulart | 1961–1964 | João Goulart | Crise presidencialista/parlamentarista; reformas de base em disputa. | Substituição de importações; estatais; legislação trabalhista. | Propaganda e nacionalismo cultural; inclusão urbana de massas trabalhadoras. | Polícia política; participação na Segunda Guerra (FEB). | Capitais litorâneas; eixos industriais Sudeste; obras em infraestrutura. | Maracanã como arena política; futebol permeia debates nacionais. |
| Golpe militar de 1964; regime (1964–1985) | 1964–1985 | Humberto Castelo Branco | Autoritarismo; doutrina de segurança nacional; AI‑s posteriores. | Substituição de importações; estatais; legislação trabalhista. | Propaganda e nacionalismo cultural; inclusão urbana de massas trabalhadoras. | Polícia política; participação na Segunda Guerra (FEB). | Capitais litorâneas; eixos industriais Sudeste; obras em infraestrutura. | Intervenções em clubes; instrumentalização da Seleção (tri de 1970). |
| Atos Institucionais (AI-5, 1968), repressão e censura | 1968–1978 | Artur da Costa e Silva | Pico repressivo; cassações; censura total. | Substituição de importações; estatais; legislação trabalhista. | Propaganda e nacionalismo cultural; inclusão urbana de massas trabalhadoras. | Polícia política; participação na Segunda Guerra (FEB). | Capitais litorâneas; eixos industriais Sudeste; obras em infraestrutura. | Censura atinge jornalismo esportivo; futebol vira válvula de escape. |
| Resistência armada e guerrilhas (p.ex., Araguaia) | final anos 1960–início 1970s | Carlos Marighella | Centralização autoritária; corporativismo; constituições de 1934 e 1937. | Substituição de importações; estatais; legislação trabalhista. | Propaganda e nacionalismo cultural; inclusão urbana de massas trabalhadoras. | Conflito assimétrico; contraguerrilha; desaparecidos políticos. | Fronteiras e selvas (Araguaia) como teatro de operações. | Esporte como resistência cultural (capoeira) e práticas em presídios/exílio. |
| “Milagre econômico” (final dos anos 1960–início dos 1970) | 1968–1973 (auge) | Antônio Delfim Netto | Centralização autoritária; corporativismo; constituições de 1934 e 1937. | Crescimento acelerado via crédito externo; obras faraônicas. | Propaganda e nacionalismo cultural; inclusão urbana de massas trabalhadoras. | Polícia política; participação na Segunda Guerra (FEB). | Capitais litorâneas; eixos industriais Sudeste; obras em infraestrutura. | Arenas e patrocínios; Copa de 1970 consolida o futebol como mito nacional. |
| Urbanização, favelas e desigualdade regional no século XX | século XX, sobretudo 1950s–1980s | Oscar Niemeyer | Redemocratização; multipartidarismo; instabilidade até 1964 e regime autoritário após. | Plano de metas; estatalismo no petróleo; ‘milagre’ e depois crise inflacionária. | Formação de periferias; cultura popular urbana; clubes de bairro. | Golpe de 1964; AI‑5; repressão e guerrilhas; segurança nacional. | Metropolização de Rio/SP/BH; fronteiras agrícolas avançam (Centro‑Oeste/Norte). | Futebol como mobilidade; base de MMA/lutas e projetos sociais. |
| Abertura, Lei da Anistia (1979) e transição | 1979–1985 | Teotônio Vilela | Distensão controlada; retorno de exilados; reorganização partidária. | Plano de metas; estatalismo no petróleo; ‘milagre’ e depois crise inflacionária. | Massificação midiática; migrações campo‑cidade; movimentos estudantis. | Golpe de 1964; AI‑5; repressão e guerrilhas; segurança nacional. | Metropolização de Rio/SP/BH; fronteiras agrícolas avançam (Centro‑Oeste/Norte). | Revogação em 1979 da proibição ao futebol feminino; retorno de torcidas organizadas. |
| Movimento Diretas Já (1983–1984) | 1983–1984 | Ulysses Guimarães | Mobilização cívica por eleições diretas; pactos de transição. | Plano de metas; estatalismo no petróleo; ‘milagre’ e depois crise inflacionária. | Massificação midiática; migrações campo‑cidade; movimentos estudantis. | Golpe de 1964; AI‑5; repressão e guerrilhas; segurança nacional. | Metropolização de Rio/SP/BH; fronteiras agrícolas avançam (Centro‑Oeste/Norte). | Comícios em estádios; hinos e mosaicos politizados. |
| Transição de 1985 (Tancredo Neves / José Sarney) | 1985 | Tancredo Neves | Transição pactuada; hiperinflação; nova ordem constitucional em gestação. | Plano de metas; estatalismo no petróleo; ‘milagre’ e depois crise inflacionária. | Massificação midiática; migrações campo‑cidade; movimentos estudantis. | Golpe de 1964; AI‑5; repressão e guerrilhas; segurança nacional. | Metropolização de Rio/SP/BH; fronteiras agrícolas avançam (Centro‑Oeste/Norte). | Profissionalização do vôlei (“geração de prata”/liga); basquete com Hortência/Paula. |
| Constituição de 1988 (“Constituição Cidadã”) e novas instituições | 1988 | Ulysses Guimarães | Carta democrática com amplos direitos; descentralização federativa. | Plano de metas; estatalismo no petróleo; ‘milagre’ e depois crise inflacionária. | Massificação midiática; migrações campo‑cidade; movimentos estudantis. | Golpe de 1964; AI‑5; repressão e guerrilhas; segurança nacional. | Metropolização de Rio/SP/BH; fronteiras agrícolas avançam (Centro‑Oeste/Norte). | Direito ao esporte; Sistema Nacional do Desporto; expansão dos Jogos Escolares. |
| Hiperinflação e tentativas de estabilização (anos 1980–1990) | 1980s–1994 | Luis Carlos Bresser-Pereira | Redemocratização; multipartidarismo; instabilidade até 1964 e regime autoritário após. | Planos heterodoxos; perda de renda; indexação; informalidade. | Massificação midiática; migrações campo‑cidade; movimentos estudantis. | Golpe de 1964; AI‑5; repressão e guerrilhas; segurança nacional. | Metropolização de Rio/SP/BH; fronteiras agrícolas avançam (Centro‑Oeste/Norte). | Crise nos clubes e êxodo de atletas para o exterior. |
| Impeachment de Collor (1992) e Itamar Franco | 1992 | Fernando Collor | Abertura comercial e confisco; impeachment por corrupção. | Plano de metas; estatalismo no petróleo; ‘milagre’ e depois crise inflacionária. | Massificação midiática; migrações campo‑cidade; movimentos estudantis. | Golpe de 1964; AI‑5; repressão e guerrilhas; segurança nacional. | Metropolização de Rio/SP/BH; fronteiras agrícolas avançam (Centro‑Oeste/Norte). | Reorganização do marketing esportivo; novas competições e formatos. |
| Plano Real (1994) e estabilização monetária | 1994–1995 (implantação) | Fernando Henrique Cardoso | Redemocratização; multipartidarismo; instabilidade até 1964 e regime autoritário após. | Âncora cambial e URV; controle da inflação; crédito de massas. | Massificação midiática; migrações campo‑cidade; movimentos estudantis. | Golpe de 1964; AI‑5; repressão e guerrilhas; segurança nacional. | Metropolização de Rio/SP/BH; fronteiras agrícolas avançam (Centro‑Oeste/Norte). | Estabilidade impulsiona investimentos; embrião da Lei Pelé (1998). |
| FHC (1995–2002): privatizações, reformas, Mercosul | 1995–2002 | Fernando Henrique Cardoso | Reformas neoliberais; reeleição; regulação das agências. | Real, privatizações e depois boom de commodities; pré‑sal; PAC e infraestrutura. | Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. | Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. | Grandes obras; expansão urbana e impactos ambientais; Amazônia em foco. | Lei Pelé, debate clube-empresa; Mercosul intensifica copas regionais. |
| MST e debates sobre reforma agrária pós-1988 | 1990s–presente (pós-1988) | João Pedro Stédile | Conflitos agrários; mediação estatal; assentamentos. | Real, privatizações e depois boom de commodities; pré‑sal; PAC e infraestrutura. | Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. | Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. | Fronteiras agrícolas no Centro‑Oeste/Norte; disputa por terras. | Agronegócio como patrocinador; clubes do interior ganham visibilidade. |
| História ambiental da Amazônia: desmatamento, reservas, IBAMA/ICMBio | décadas de 1980–2020 | Chico Mendes | Fiscalização e diplomacia ambiental; sanções e acordos. | Extrativismo, agronegócio e mineração em tensão com conservação. | Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. | Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. | Secas prolongadas; queimadas; pressão internacional por proteção. | Arena da Amazônia (2014) e esportes de natureza; debates sobre sustentabilidade. |
| Lula (2003–2010): Bolsa Família, crescimento e inclusão social | 2003–2010 | Luiz Inácio Lula da Silva | Reforma de programas sociais; focalização e condicionalidades. | Impacto orçamentário e na pobreza; integração com trabalho e educação. | Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. | Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. | Grandes obras; expansão urbana e impactos ambientais; Amazônia em foco. | Bolsa Atleta; Pan Rio 2007; política de alto rendimento. |
| O Brasil e o Sul Global: Unasul, BRICS, missões de paz | 2003–2010; 2010s | Celso Amorim | Ampliação de fóruns multilaterais; reequilíbrio geopolítico. | Real, privatizações e depois boom de commodities; pré‑sal; PAC e infraestrutura. | Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. | Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. | Grandes obras; expansão urbana e impactos ambientais; Amazônia em foco. | Diplomacia esportiva (Jogos Mundiais Militares 2011; eventos multilaterais). |
| Escândalo do Mensalão (2005) e judicialização da política | 2005–2012 | Joaquim Barbosa | Crise política e fortalecimento do STF; precedentes para Lava Jato. | Real, privatizações e depois boom de commodities; pré‑sal; PAC e infraestrutura. | Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. | Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. | Grandes obras; expansão urbana e impactos ambientais; Amazônia em foco. | Judicialização também no esporte (STJD, CAS); governança e compliance. |
| Descobertas do pré-sal (a partir de 2006) e política energética | a partir de 2006 | Dilma Rousseff | Reformas do Estado; estabilização institucional; políticas sociais ampliadas. | Renda petrolífera potencial; modelos de partilha; conteúdo nacional. | Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. | Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. | Bacia de Santos/Campos; riscos ambientais marítimos. | Patrocínios de estatais (ex.: automobilismo, futebol) e infraestrutura esportiva. |
| PAC e investimento em infraestrutura | 2007–2014 | Dilma Rousseff | Reformas do Estado; estabilização institucional; políticas sociais ampliadas. | Carteira de obras; logística; energia; saneamento. | Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. | Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. | Grandes obras; expansão urbana e impactos ambientais; Amazônia em foco. | Obras de arenas/mobilidade para Copa/Olimpíadas. |
| Megaeventos: Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016 (impactos) | 2014–2016 | Eduardo Paes | Coalizões multinível; exceções legais e contratos complexos. | Gastos públicos, turismo e obras; legado discutido. | Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. | Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. | Arenas em várias regiões; impactos urbanos (transporte, zoneamento). | Copa 2014, Rio 2016 e Paralimpíadas; legado esportivo/urbano. |
| Dilma Rousseff (2011–2016) e desafios econômicos | 2011–2016 | Dilma Rousseff | Coalizão presidencialista em estresse; agenda social e industrial. | Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. | Redes sociais; movimentos por direitos (raça, gênero, indígenas). | Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. | Arenas e mobilidade urbana; impactos regionais de obras; conflitos fundiários. | Bolsa Pódio; crescimento do futebol feminino; crise fiscal afeta clubes. |
| Protestos de Junho de 2013 e crise de representação | 2013 | Fernando Haddad | Crise de representação; novas formas de mobilização digital. | Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. | Redes sociais; movimentos por direitos (raça, gênero, indígenas). | Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. | Arenas e mobilidade urbana; impactos regionais de obras; conflitos fundiários. | Protestos em jogos; “Não vai ter Copa” e debate sobre gastos. |
| Operação Lava Jato e suas consequências | 2014–2021 | Sérgio Moro | Judicialização; colaborações premiadas; redes empresariais investigadas. | Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. | Redes sociais; movimentos por direitos (raça, gênero, indígenas). | Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. | Arenas e mobilidade urbana; impactos regionais de obras; conflitos fundiários. | Construtoras e arenas; governança e transparência em clubes/federações. |
| Impeachment de Dilma (2016) e governo Temer | 2016–2018 | Michel Temer | Reformas microeconômicas; debate sobre legitimidade e austeridade. | Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. | Redes sociais; movimentos por direitos (raça, gênero, indígenas). | Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. | Arenas e mobilidade urbana; impactos regionais de obras; conflitos fundiários. | Revisão de incentivos; concessões/privatizações de estádios. |
| Segurança pública, PCC e milícias (especialmente no Rio) | 2000s–presente | Marielle Franco | Polarização; protestos; impeachment; rearranjos de coalizão. | Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. | Redes sociais; movimentos por direitos (raça, gênero, indígenas). | Criminalidade organizada; controle territorial; policiamento e inteligência. | Metrópoles (SP/RJ); periferias e favelas; corredores logísticos. | Violência em estádios; torcidas; protocolos de segurança. |
| Direitos indígenas (Constituição de 1988) e conflitos de demarcação | 1988–presente | Ailton Krenak | Políticas de demarcação e direitos constitucionais; conflitos com agronegócio. | Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. | Resistência cultural; saúde e educação indígena. | Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. | Terras indígenas em Amazônia e Centro‑Oeste; proteção de biomas. | Jogos dos Povos Indígenas e acesso a equipamentos esportivos nas terras. |
| Debate sobre “democracia racial”, movimento negro e ações afirmativas | 1930s–presente; ápice 2000s–2010s | Abdias do Nascimento | Polarização; protestos; impeachment; rearranjos de coalizão. | Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. | Antirracismo; cotas; memória e patrimônio afro-brasileiro. | Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. | Arenas e mobilidade urbana; impactos regionais de obras; conflitos fundiários. | Racismo no esporte; campanhas/leis; heróis negros (Pelé, Marta). |
| Movimentos feministas e política de gênero | século XX–XXI (picos 1970s–presente) | Bertha Lutz | Polarização; protestos; impeachment; rearranjos de coalizão. | Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. | Direitos das mulheres; combate à violência; lideranças femininas. | Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. | Arenas e mobilidade urbana; impactos regionais de obras; conflitos fundiários. | Luta por futebol feminino profissional; visibilidade da seleção e ligas. |
| Política educacional e expansão (de Vargas ao pós-1988) | Vargas–presente; destaque pós-1988 | Paulo Freire | Políticas curriculares e expansão do acesso; federalismo educacional. | Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. | Redes sociais; movimentos por direitos (raça, gênero, indígenas). | Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. | Arenas e mobilidade urbana; impactos regionais de obras; conflitos fundiários. | Educação física na BNCC; Jogos Escolares como base de talentos. |
| SUS (1988) e história da saúde pública | 1988–presente | Sérgio Arouca | Sistema universal; descentralização; conferências de saúde. | Financiamento tripartite; indústria farmacêutica e logística. | Redes sociais; movimentos por direitos (raça, gênero, indígenas). | Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. | Arenas e mobilidade urbana; impactos regionais de obras; conflitos fundiários. | Políticas de atividade física e promoção da saúde; programas comunitários. |
| Religião na política: influência católica e evangélica | século XX–XXI | Dom Paulo Evaristo Arns | Lobby religioso e bancada; debates de costumes. | Volatilidade; choque da pandemia; marcos legais (SAF, apostas). | Cultura digital; saúde pública; sociabilidade em plataformas. | Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. | Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. | Atletas religiosos; debates sobre símbolos e celebrações em campo. |
| História da mídia: das redes de rádio/TV às plataformas digitais | anos 1930–presente; 1990s–2020s | Roberto Marinho | Regulação de mídia; concentração e pluralismo. | Mercado de direitos de transmissão; plataformas digitais. | Cultura digital; saúde pública; sociabilidade em plataformas. | Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. | Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. | Era do rádio/TV e, depois, streaming; direitos de transmissão como motor financeiro. |
| Movimentos culturais: Bossa Nova, Tropicália, política cultural | 1950s–1970s; ecos posteriores | Caetano Veloso | Conflito entre poderes; eleições acirradas; debate sobre desinformação. | Volatilidade; choque da pandemia; marcos legais (SAF, apostas). | Cultura de massa; identidade nacional; festivais e estádios como arenas culturais. | Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. | Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. | Música nos estádios; cultura de torcidas e carnaval em arquibancadas. |
| Ciclos econômicos: debates sobre desindustrialização e booms de commodities | décadas de 1980–2020 | Maria da Conceição Tavares | Conflito entre poderes; eleições acirradas; debate sobre desinformação. | Termos de troca; volatilidade; debate sobre política industrial. | Cultura digital; saúde pública; sociabilidade em plataformas. | Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. | Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. | Finanças de clubes, SAFs (clube-empresa) e mercado de transferências. |
| Governo Bolsonaro (2019–2022) e polarização | 2019–2022 | Jair Bolsonaro | Conflitos federativos; medidas provisórias; embates com STF e governadores. | Volatilidade; choque da pandemia; marcos legais (SAF, apostas). | Cultura digital; saúde pública; sociabilidade em plataformas. | Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. | Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. | Pandemia sem público; debate sobre SAF (lei de 2021) e politização das torcidas. |
| COVID-19 no Brasil: saúde, política e economia | 2020–2022 | Luiz Henrique Mandetta | Coordenação federativa; judicialização de medidas sanitárias. | Fechamentos e retomadas; choques no emprego e no esporte. | Luto e distanciamento; novas práticas de lazer e saúde. | Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. | Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. | Paralisou campeonatos; protocolos sanitários; impacto nos Jogos Olímpicos/Paralímpicos. |
| Incêndios na Amazônia e diplomacia ambiental (2019–anos 2020) | 2019–presente | Marina Silva | Fiscalização e diplomacia ambiental; sanções e acordos. | Extrativismo, agronegócio e mineração em tensão com conservação. | Cultura digital; saúde pública; sociabilidade em plataformas. | Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. | Secas prolongadas; queimadas; pressão internacional por proteção. | Atletas ativistas; patrocínios “verdes”; esportes de natureza em risco. |
| Eleições de 2022 e retorno de Lula (a partir de 2023) | 2022–2025 | Luiz Inácio Lula da Silva | Virada eleitoral; recomposição de ministérios; diálogo com STF e Congresso. | Volatilidade; choque da pandemia; marcos legais (SAF, apostas). | Cultura digital; saúde pública; sociabilidade em plataformas. | Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. | Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. | Retomada do Min. do Esporte; fortalecimento do futebol feminino e do esporte de base. |
| Atos de 8 de janeiro de 2023 e defesa da democracia | 8 de janeiro de 2023 | Alexandre de Moraes | Defesa das instituições; inquéritos e responsabilização. | Volatilidade; choque da pandemia; marcos legais (SAF, apostas). | Cultura digital; saúde pública; sociabilidade em plataformas. | Ataques às sedes dos poderes; resposta policial e judicial. | Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. | Segurança de eventos de massa; novas regras de policiamento em estádios. |
| Política social hoje: redesenho do Auxílio Brasil/Bolsa Família | 2023–presente | Wellington Dias | Reforma de programas sociais; focalização e condicionalidades. | Impacto orçamentário e na pobreza; integração com trabalho e educação. | Cultura digital; saúde pública; sociabilidade em plataformas. | Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. | Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. | Bolsa Atleta/Bolsa Pódio; projetos de inclusão via esporte. |
| Governança digital, desinformação e o papel do STF | 2020s (2023–2025) | Alexandre de Moraes | Regulação de plataformas; jurisprudência sobre fake news e discurso de ódio. | Novo arcabouço fiscal; inflação e juros; reindustrialização verde. | Combate à desigualdade; políticas de inclusão e educação. | Segurança pública e defesa cibernética; cooperação regional. | Clima e transição energética; BRICS e rota Sul‑Sul; interiorização do crescimento. | Fake news no futebol; apostas esportivas e combate ao match-fixing. |
| Política externa nos anos 2020: expansão do BRICS e crises entre grandes potências | 2020s (2023–2025) | Mauro Vieira | Ampliação de fóruns multilaterais; reequilíbrio geopolítico. | Novo arcabouço fiscal; inflação e juros; reindustrialização verde. | Combate à desigualdade; políticas de inclusão e educação. | Segurança pública e defesa cibernética; cooperação regional. | Clima e transição energética; BRICS e rota Sul‑Sul; interiorização do crescimento. | Jogos/competições multilaterais (BRICS Games); soft power esportivo. |
| Política econômica: arcabouço fiscal, metas de inflação e autonomia do BC | 2023–2025 | Fernando Haddad | Recomposição institucional; política externa assertiva; regulação digital. | Regras fiscais; coordenação com política monetária; credibilidade e investimento. | Combate à desigualdade; políticas de inclusão e educação. | Segurança pública e defesa cibernética; cooperação regional. | Clima e transição energética; BRICS e rota Sul‑Sul; interiorização do crescimento. | Câmbio e exportação de atletas; orçamento para esporte público. |
| Desenvolvimento regional: Nordeste, Amazônia e fronteiras do agronegócio | século XX–XXI (especialmente 2000s–2020s) | Blairo Maggi | Fiscalização e diplomacia ambiental; sanções e acordos. | Cadeias agroindustriais; logística; desigualdades espaciais. | Combate à desigualdade; políticas de inclusão e educação. | Segurança pública e defesa cibernética; cooperação regional. | Matopiba, Cerrado e Amazônia; expansão de fronteiras agrícolas. | Estaduais e interiorização de arenas; base de talentos fora das capitais. |
| Desafios de longo prazo: desigualdade, qualidade da educação, transição climática e confiança institucional | Horizonte 2020s–2050s (prospectivo) | Celso Furtado | Capacidade estatal e confiança institucional; reformas estruturais. | Produtividade e reindustrialização verde; transição energética. | Qualidade educacional e coesão social; inclusão duradoura. | Segurança pública de longo prazo; defesa cibernética. | Mudança climática e eventos extremos; cidades resilientes. | Gestão profissional, sustentabilidade de clubes/arenas e calendário sob mudança climática. |