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Created August 19, 2025 14:58
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Historia do Brasil

Colônia (1500–1822)

Tópico Período (anos) Pessoa importante Contexto político Econômico Social e cultural Militar e conflitos Geografia e meio ambiente Esporte (gancho)
Exploração portuguesa e o Tratado de Tordesilhas (1494) 1494; séculos XVI–XVII (disputas ibéricas) D. João II Centralismo da Coroa portuguesa; mercantilismo; criação de capitanias e governadores. Economia extrativa e agroexportadora (pau-brasil, açúcar); escravidão como base do trabalho. Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. Partilha do Atlântico Sul; definição luso‑castelhana de meridianos; litoral como eixo. Disputas imperiais e cultura militar que inspira práticas equestres e de tiro nas fronteiras.
Primeiros povoados coloniais (São Vicente, Salvador) e administração 1530–1600 (início da colonização) Tomé de Sousa Centralismo da Coroa portuguesa; mercantilismo; criação de capitanias e governadores. Economia extrativa e agroexportadora (pau-brasil, açúcar); escravidão como base do trabalho. Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. Concentração litorânea; expansão para o interior; uso de rotas fluviais e sertões. Festas religiosas com jogos populares, cavalhadas e corridas.
Comércio do pau-brasil e feitorias costeiras c. 1500–1600 Fernão de Noronha Centralismo da Coroa portuguesa; mercantilismo; criação de capitanias e governadores. Extrativismo costeiro sob monopólios; trocas com metrópole e contrabando. Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. Matas atlânticas costeiras; portos naturais; correntes oceânicas favoráveis. Portos como núcleos de sociabilidade que mais tarde originam clubes náuticos (remo/regatas).
Economia açucareira no Nordeste (séculos XVI–XVII) 1530s–1670s Duarte Coelho Centralismo da Coroa portuguesa; mercantilismo; criação de capitanias e governadores. Monocultura açucareira para exportação; engenhos; capital mercantil. Sociedade senhorial e escravizada; irmandades e festas católicas. Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. Zona da Mata nordestina; solos massapê; regime de chuvas tropical. Capoeira como prática afro-brasileira; vaquejada e provas equestres regionais.
Tráfico transatlântico de escravizados e diáspora africana no Brasil c. 1550–1850 Francisco Félix de Sousa Códigos e ordenanças para controle de cativos; alianças locais com senhores. Tráfico atlântico e mercados internos de cativos; trabalho compulsório. Formação de irmandades negras, quilombos e culturas afro-brasileiras. Revoltas de escravizados e repressões; policiamento urbano. Concentração litorânea; expansão para o interior; uso de rotas fluviais e sertões. Capoeira e samba de roda; protagonismo negro no futebol como mobilidade social.
Missões jesuíticas, catequese e conflitos com colonos séculos XVI–XVIII José de Anchieta Poder das ordens religiosas nos aldeamentos; tensões com colonos e Coroa. Economia extrativa e agroexportadora (pau-brasil, açúcar); escravidão como base do trabalho. Catequese, educação e música; línguas gerais; hibridismos culturais. Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. Concentração litorânea; expansão para o interior; uso de rotas fluviais e sertões. Colégios introduzem exercícios físicos e embriões da educação física escolar.
Tentativas francesas (França Antártica, França Equinocial) 1555–1567; 1612–1615 Villegagnon Concorrência imperial europeia; alianças locais. Economia extrativa e agroexportadora (pau-brasil, açúcar); escravidão como base do trabalho. Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. Conflitos luso‑franceses; ocupações e expulsões no Rio e Maranhão. Concentração litorânea; expansão para o interior; uso de rotas fluviais e sertões. Influência europeia (esgrima, ginástica) em sociabilidades urbanas do litoral.
Invasões/ocupação holandesa no Nordeste (1630–1654) 1630–1654 Maurício de Nassau Centralismo da Coroa portuguesa; mercantilismo; criação de capitanias e governadores. Modernização e crédito na cana; concorrência internacional açúcar. Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. Guerras luso‑holandesas; Nassau; insurreições luso‑brasileiras. Zonas costeiras do NE (PE/RN/PB/AL) e ilhas; estuários para portos. Urbanismo no Recife amplia vida pública que mais tarde favorece clubes de remo e futebol.
Bandeirantes, expansão para o interior e escravização indígena séculos XVII–XVIII Fernão Dias Paes Autonomia paulista de fato; pactos com autoridades coloniais. Apresamento indígena, mineração e comércio de interior. Mestiçagens; cultura tropeira; redes de arraiais. Revoltas de escravizados e repressões; policiamento urbano. Bacias do Tietê/Paraná; sertões do Centro‑Sul. Tropeirismo, rodeios e cultura equestre do Sudeste/Sul.
Ciclos do ouro e do diamante em Minas, Goiás e Mato Grosso (século XVIII) 1690s–1770s Aleijadinho Fiscalização régia (Intendência); derrama e tensões fiscais. Mineração e quinto; vilas mineradoras; circulação de moeda. Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. Serras de Minas e Goiás; garimpos em córregos; impacto ambiental. Festas de santo com jogos equestres; sociabilidade que depois abriga clubes.
Administração colonial: capitanias, governadores e vice-reino no Rio séculos XVI–XVIII; vice-reino 1763–1808 Mem de Sá Centralismo da Coroa portuguesa; mercantilismo; criação de capitanias e governadores. Economia extrativa e agroexportadora (pau-brasil, açúcar); escravidão como base do trabalho. Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. Concentração litorânea; expansão para o interior; uso de rotas fluviais e sertões. Controle de jogos públicos; embrião de normas sobre eventos coletivos (futuros esportes).
Quilombos e resistência negra (Palmares, Zumbi) séculos XVII–XVIII (Palmares c. 1605–1694) Zumbi dos Palmares Poder paralelo e autonomia comunitária; negociação e repressão colonial. Economia extrativa e agroexportadora (pau-brasil, açúcar); escravidão como base do trabalho. Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. Expedições de destruição; resistência armada; liderança de Zumbi. Serras e matas (Serra da Barriga) como refúgio; redes de abastecimento. Capoeira e jogos comunitários como coesão social.
Reformas pombalinas; expulsão dos jesuítas (1759) 1750s–1770s (1759) Marquês de Pombal Reformas centralizadoras; expulsão jesuítica; laicização administrativa. Economia extrativa e agroexportadora (pau-brasil, açúcar); escravidão como base do trabalho. Catequese, educação e música; línguas gerais; hibridismos culturais. Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. Concentração litorânea; expansão para o interior; uso de rotas fluviais e sertões. Reorganização do ensino abre caminho, no século XIX, para ginástica/educação física.
Tratados de fronteira: Madri (1750), Santo Ildefonso (1777), Badajós (1801) 1750; 1777; 1801 Alexandre de Gusmão Diplomacia luso‑espanhola; redefinição territorial; uti possidetis. Economia extrativa e agroexportadora (pau-brasil, açúcar); escravidão como base do trabalho. Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. Bacias amazônica e platina; marcos naturais (rios, serras) balizando limites. Tradições equestres e de tiro nas faixas de fronteira; clássicos futebolísticos sulinos.
Inconfidência Mineira (1789) 1789 Tiradentes Conspiração elite letrada; ideais iluministas; repressão pela Coroa. Ouro em declínio; diversificação comercial com abertura dos portos; início de manufaturas. Redes de poetas, oficiais e padres; circulação de panfletos. Levantamentos regionais; presença de tropas luso‑brasileiras; guerras na Bacia do Prata. Redefinição de fronteiras; interiorização econômica (Minas, Centro‑Oeste); eixos atlânticos. Cultura cívica e de associações que mais tarde estrutura clubes esportivos.
Conjuração Baiana (1798) 1798 Cipriano Barata Igualitarismo e anticlericalismo em parte dos manifestos; repressão exemplar. Ouro em declínio; diversificação comercial com abertura dos portos; início de manufaturas. Mobilização popular com forte componente urbano e racial em Salvador. Levantamentos regionais; presença de tropas luso‑brasileiras; guerras na Bacia do Prata. Redefinição de fronteiras; interiorização econômica (Minas, Centro‑Oeste); eixos atlânticos. Mobilização popular em Salvador; identidade que se projeta em clubes (Bahia, Vitória).
Transferência da Corte portuguesa para o Rio (1808) 1808–1821 D. João VI Monarquia instalada no Rio; criação de órgãos régios; abertura institucional. Fim do exclusivo metropolitano; novos mercados e manufaturas. Emergência de elites letradas; imprensa; aumento de fluxos populacionais urbanos. Levantamentos regionais; presença de tropas luso‑brasileiras; guerras na Bacia do Prata. Rio de Janeiro como capital imperial; reconfiguração urbana. Explosão de clubes: turfe, tiro, remo; lazer urbano.
Abertura dos portos (1808) e liberalização econômica 1808 Visconde de Cairu Distensão controlada; retorno de exilados; reorganização partidária. Fim do exclusivo metropolitano; novos mercados e manufaturas. Emergência de elites letradas; imprensa; aumento de fluxos populacionais urbanos. Levantamentos regionais; presença de tropas luso‑brasileiras; guerras na Bacia do Prata. Rio de Janeiro como capital imperial; reconfiguração urbana. Chegada de práticas britânicas (turfe, críquete) e cultura dos clubes.
Instituições reais (Banco do Brasil, Imprensa Régia, Jardim Botânico) 1808–1821 D. João VI Crise do Antigo Regime; reformas ilustradas; tensões autonomistas e movimentos conspiratórios. Ouro em declínio; diversificação comercial com abertura dos portos; início de manufaturas. Emergência de elites letradas; imprensa; aumento de fluxos populacionais urbanos. Levantamentos regionais; presença de tropas luso‑brasileiras; guerras na Bacia do Prata. Redefinição de fronteiras; interiorização econômica (Minas, Centro‑Oeste); eixos atlânticos. Imprensa divulga eventos esportivos; Jardim Botânico e espaços de lazer ativo.
Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1815) 1815–1822 D. João VI Crise do Antigo Regime; reformas ilustradas; tensões autonomistas e movimentos conspiratórios. Ouro em declínio; diversificação comercial com abertura dos portos; início de manufaturas. Emergência de elites letradas; imprensa; aumento de fluxos populacionais urbanos. Levantamentos regionais; presença de tropas luso‑brasileiras; guerras na Bacia do Prata. Redefinição de fronteiras; interiorização econômica (Minas, Centro‑Oeste); eixos atlânticos. Consolidação do turfe e primeiras sociedades cívicas com seções “atléticas”.

Pré-colonial

Tópico Período (anos) Pessoa importante Contexto político Econômico Social e cultural Militar e conflitos Geografia e meio ambiente Esporte (gancho)
Sociedades indígenas antes de 1500 (Tupi, Guarani, Macro-Jê etc.) Pré-colonial (antes de 1500) Davi Kopenawa Políticas de demarcação e direitos constitucionais; conflitos com agronegócio. Economias de subsistência e trocas regionais; manejo sustentável de recursos. Resistência cultural; saúde e educação indígena. Conflitos intergrupais e alianças; resistência à invasão europeia a partir do século XVI. Terras indígenas em Amazônia e Centro‑Oeste; proteção de biomas. Jogos tradicionais (corrida de tora, arco e flecha, xikunahity) e, hoje, Jogos dos Povos Indígenas.

Colônia (1500–1822)

Tópico Período (anos) Pessoa importante Contexto político Econômico Social e cultural Militar e conflitos Geografia e meio ambiente Esporte (gancho)
Exploração portuguesa e o Tratado de Tordesilhas (1494) 1494; séculos XVI–XVII (disputas ibéricas) D. João II Centralismo da Coroa portuguesa; mercantilismo; criação de capitanias e governadores. Economia extrativa e agroexportadora (pau-brasil, açúcar); escravidão como base do trabalho. Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. Partilha do Atlântico Sul; definição luso‑castelhana de meridianos; litoral como eixo. Disputas imperiais e cultura militar que inspira práticas equestres e de tiro nas fronteiras.
Primeiros povoados coloniais (São Vicente, Salvador) e administração 1530–1600 (início da colonização) Tomé de Sousa Centralismo da Coroa portuguesa; mercantilismo; criação de capitanias e governadores. Economia extrativa e agroexportadora (pau-brasil, açúcar); escravidão como base do trabalho. Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. Concentração litorânea; expansão para o interior; uso de rotas fluviais e sertões. Festas religiosas com jogos populares, cavalhadas e corridas.
Comércio do pau-brasil e feitorias costeiras c. 1500–1600 Fernão de Noronha Centralismo da Coroa portuguesa; mercantilismo; criação de capitanias e governadores. Extrativismo costeiro sob monopólios; trocas com metrópole e contrabando. Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. Matas atlânticas costeiras; portos naturais; correntes oceânicas favoráveis. Portos como núcleos de sociabilidade que mais tarde originam clubes náuticos (remo/regatas).
Economia açucareira no Nordeste (séculos XVI–XVII) 1530s–1670s Duarte Coelho Centralismo da Coroa portuguesa; mercantilismo; criação de capitanias e governadores. Monocultura açucareira para exportação; engenhos; capital mercantil. Sociedade senhorial e escravizada; irmandades e festas católicas. Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. Zona da Mata nordestina; solos massapê; regime de chuvas tropical. Capoeira como prática afro-brasileira; vaquejada e provas equestres regionais.
Tráfico transatlântico de escravizados e diáspora africana no Brasil c. 1550–1850 Francisco Félix de Sousa Códigos e ordenanças para controle de cativos; alianças locais com senhores. Tráfico atlântico e mercados internos de cativos; trabalho compulsório. Formação de irmandades negras, quilombos e culturas afro-brasileiras. Revoltas de escravizados e repressões; policiamento urbano. Concentração litorânea; expansão para o interior; uso de rotas fluviais e sertões. Capoeira e samba de roda; protagonismo negro no futebol como mobilidade social.
Missões jesuíticas, catequese e conflitos com colonos séculos XVI–XVIII José de Anchieta Poder das ordens religiosas nos aldeamentos; tensões com colonos e Coroa. Economia extrativa e agroexportadora (pau-brasil, açúcar); escravidão como base do trabalho. Catequese, educação e música; línguas gerais; hibridismos culturais. Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. Concentração litorânea; expansão para o interior; uso de rotas fluviais e sertões. Colégios introduzem exercícios físicos e embriões da educação física escolar.
Tentativas francesas (França Antártica, França Equinocial) 1555–1567; 1612–1615 Villegagnon Concorrência imperial europeia; alianças locais. Economia extrativa e agroexportadora (pau-brasil, açúcar); escravidão como base do trabalho. Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. Conflitos luso‑franceses; ocupações e expulsões no Rio e Maranhão. Concentração litorânea; expansão para o interior; uso de rotas fluviais e sertões. Influência europeia (esgrima, ginástica) em sociabilidades urbanas do litoral.
Invasões/ocupação holandesa no Nordeste (1630–1654) 1630–1654 Maurício de Nassau Centralismo da Coroa portuguesa; mercantilismo; criação de capitanias e governadores. Modernização e crédito na cana; concorrência internacional açúcar. Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. Guerras luso‑holandesas; Nassau; insurreições luso‑brasileiras. Zonas costeiras do NE (PE/RN/PB/AL) e ilhas; estuários para portos. Urbanismo no Recife amplia vida pública que mais tarde favorece clubes de remo e futebol.
Bandeirantes, expansão para o interior e escravização indígena séculos XVII–XVIII Fernão Dias Paes Autonomia paulista de fato; pactos com autoridades coloniais. Apresamento indígena, mineração e comércio de interior. Mestiçagens; cultura tropeira; redes de arraiais. Revoltas de escravizados e repressões; policiamento urbano. Bacias do Tietê/Paraná; sertões do Centro‑Sul. Tropeirismo, rodeios e cultura equestre do Sudeste/Sul.
Ciclos do ouro e do diamante em Minas, Goiás e Mato Grosso (século XVIII) 1690s–1770s Aleijadinho Fiscalização régia (Intendência); derrama e tensões fiscais. Mineração e quinto; vilas mineradoras; circulação de moeda. Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. Serras de Minas e Goiás; garimpos em córregos; impacto ambiental. Festas de santo com jogos equestres; sociabilidade que depois abriga clubes.
Administração colonial: capitanias, governadores e vice-reino no Rio séculos XVI–XVIII; vice-reino 1763–1808 Mem de Sá Centralismo da Coroa portuguesa; mercantilismo; criação de capitanias e governadores. Economia extrativa e agroexportadora (pau-brasil, açúcar); escravidão como base do trabalho. Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. Concentração litorânea; expansão para o interior; uso de rotas fluviais e sertões. Controle de jogos públicos; embrião de normas sobre eventos coletivos (futuros esportes).
Quilombos e resistência negra (Palmares, Zumbi) séculos XVII–XVIII (Palmares c. 1605–1694) Zumbi dos Palmares Poder paralelo e autonomia comunitária; negociação e repressão colonial. Economia extrativa e agroexportadora (pau-brasil, açúcar); escravidão como base do trabalho. Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. Expedições de destruição; resistência armada; liderança de Zumbi. Serras e matas (Serra da Barriga) como refúgio; redes de abastecimento. Capoeira e jogos comunitários como coesão social.
Reformas pombalinas; expulsão dos jesuítas (1759) 1750s–1770s (1759) Marquês de Pombal Reformas centralizadoras; expulsão jesuítica; laicização administrativa. Economia extrativa e agroexportadora (pau-brasil, açúcar); escravidão como base do trabalho. Catequese, educação e música; línguas gerais; hibridismos culturais. Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. Concentração litorânea; expansão para o interior; uso de rotas fluviais e sertões. Reorganização do ensino abre caminho, no século XIX, para ginástica/educação física.
Tratados de fronteira: Madri (1750), Santo Ildefonso (1777), Badajós (1801) 1750; 1777; 1801 Alexandre de Gusmão Diplomacia luso‑espanhola; redefinição territorial; uti possidetis. Economia extrativa e agroexportadora (pau-brasil, açúcar); escravidão como base do trabalho. Sociedade hierárquica; catequese; miscigenação e violência contra povos indígenas e africanos. Guerras coloniais, ataques indígenas; disputas luso‑francesas/holandesas; fortificações costeiras. Bacias amazônica e platina; marcos naturais (rios, serras) balizando limites. Tradições equestres e de tiro nas faixas de fronteira; clássicos futebolísticos sulinos.
Inconfidência Mineira (1789) 1789 Tiradentes Conspiração elite letrada; ideais iluministas; repressão pela Coroa. Ouro em declínio; diversificação comercial com abertura dos portos; início de manufaturas. Redes de poetas, oficiais e padres; circulação de panfletos. Levantamentos regionais; presença de tropas luso‑brasileiras; guerras na Bacia do Prata. Redefinição de fronteiras; interiorização econômica (Minas, Centro‑Oeste); eixos atlânticos. Cultura cívica e de associações que mais tarde estrutura clubes esportivos.
Conjuração Baiana (1798) 1798 Cipriano Barata Igualitarismo e anticlericalismo em parte dos manifestos; repressão exemplar. Ouro em declínio; diversificação comercial com abertura dos portos; início de manufaturas. Mobilização popular com forte componente urbano e racial em Salvador. Levantamentos regionais; presença de tropas luso‑brasileiras; guerras na Bacia do Prata. Redefinição de fronteiras; interiorização econômica (Minas, Centro‑Oeste); eixos atlânticos. Mobilização popular em Salvador; identidade que se projeta em clubes (Bahia, Vitória).
Transferência da Corte portuguesa para o Rio (1808) 1808–1821 D. João VI Monarquia instalada no Rio; criação de órgãos régios; abertura institucional. Fim do exclusivo metropolitano; novos mercados e manufaturas. Emergência de elites letradas; imprensa; aumento de fluxos populacionais urbanos. Levantamentos regionais; presença de tropas luso‑brasileiras; guerras na Bacia do Prata. Rio de Janeiro como capital imperial; reconfiguração urbana. Explosão de clubes: turfe, tiro, remo; lazer urbano.
Abertura dos portos (1808) e liberalização econômica 1808 Visconde de Cairu Distensão controlada; retorno de exilados; reorganização partidária. Fim do exclusivo metropolitano; novos mercados e manufaturas. Emergência de elites letradas; imprensa; aumento de fluxos populacionais urbanos. Levantamentos regionais; presença de tropas luso‑brasileiras; guerras na Bacia do Prata. Rio de Janeiro como capital imperial; reconfiguração urbana. Chegada de práticas britânicas (turfe, críquete) e cultura dos clubes.
Instituições reais (Banco do Brasil, Imprensa Régia, Jardim Botânico) 1808–1821 D. João VI Crise do Antigo Regime; reformas ilustradas; tensões autonomistas e movimentos conspiratórios. Ouro em declínio; diversificação comercial com abertura dos portos; início de manufaturas. Emergência de elites letradas; imprensa; aumento de fluxos populacionais urbanos. Levantamentos regionais; presença de tropas luso‑brasileiras; guerras na Bacia do Prata. Redefinição de fronteiras; interiorização econômica (Minas, Centro‑Oeste); eixos atlânticos. Imprensa divulga eventos esportivos; Jardim Botânico e espaços de lazer ativo.
Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves (1815) 1815–1822 D. João VI Crise do Antigo Regime; reformas ilustradas; tensões autonomistas e movimentos conspiratórios. Ouro em declínio; diversificação comercial com abertura dos portos; início de manufaturas. Emergência de elites letradas; imprensa; aumento de fluxos populacionais urbanos. Levantamentos regionais; presença de tropas luso‑brasileiras; guerras na Bacia do Prata. Redefinição de fronteiras; interiorização econômica (Minas, Centro‑Oeste); eixos atlânticos. Consolidação do turfe e primeiras sociedades cívicas com seções “atléticas”.

Império (1822–1889)

Tópico Período (anos) Pessoa importante Contexto político Econômico Social e cultural Militar e conflitos Geografia e meio ambiente Esporte (gancho)
Independência (1822) e D. Pedro I 1822–1824 (Primeiro Reinado) José Bonifácio Ruptura com Lisboa; construção do Estado; disputa entre centralistas e provinciais. Ouro em declínio; diversificação comercial com abertura dos portos; início de manufaturas. Emergência de elites letradas; imprensa; aumento de fluxos populacionais urbanos. Campanhas militares na Bahia, Norte e Sul; lealdades divididas. Redefinição de fronteiras; interiorização econômica (Minas, Centro‑Oeste); eixos atlânticos. Festejos cívicos com corridas e jogos; esporte como linguagem de nacionalidade.
Constituição de 1824 e o Poder Moderador 1824–1831 D. Pedro I Carta outorgada; Poder Moderador; centralização monárquica. Ouro em declínio; diversificação comercial com abertura dos portos; início de manufaturas. Emergência de elites letradas; imprensa; aumento de fluxos populacionais urbanos. Levantamentos regionais; presença de tropas luso‑brasileiras; guerras na Bacia do Prata. Redefinição de fronteiras; interiorização econômica (Minas, Centro‑Oeste); eixos atlânticos. Liberdade de associação facilita surgimento de clubes e ligas.
Guerra da Cisplatina (1825–1828) e independência do Uruguai 1825–1828 Carlos Frederico Lecor Ruptura com Lisboa; construção do Estado; disputa entre centralistas e provinciais. Ouro em declínio; diversificação comercial com abertura dos portos; início de manufaturas. Emergência de elites letradas; imprensa; aumento de fluxos populacionais urbanos. Guerra platina; marinha e cavalaria; tratados de paz. Prata e fronteiras sulinas; pampas e rios como eixos. Ponte cultural com o Prata (Uruguai/Argentina), berço de rivalidades futebolísticas.
Período Regencial (1831–1840) e revoltas regionais 1831–1840 Diogo Antônio Feijó Regências trinas; ato adicional; disputa centralização x federalismo. Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. Imigração inicial; urbanização; cultura letrada; abolicionismo cresce. Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). Eixos Sudeste‑Sul; frentes no Sul e na Amazônia; ocupação de planaltos e vales fluviais. Milícias equestres; jogos locais que antecedem ligas regionais.
Cabanagem (1835–1840) 1835–1840 Eduardo Angelim Monarquia constitucional; centralização gradual; pactos regionais e clientelismo. Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. Participação popular cabana (mestizos, indígenas, ribeirinhos). Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). Amazônia ribeirinha; controle de rios como estratégia. Amazônia fluvial: remo como tradição (embarcações, regatas).
Revolução Farroupilha / Guerra dos Farrapos (1835–1845) 1835–1845 Bento Gonçalves Autonomismo rio‑grandense; pactos e anistias; república rio‑grandense efêmera. Charque e pecuária; tarifas e concorrência platina. Imigração inicial; urbanização; cultura letrada; abolicionismo cresce. Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). Campanha sulina; fronteiras e estâncias; clima subtropical. Tradições gaúchas (rodeo, gineteada) e identidade esportiva sulista.
Sabinada (1837–1838) e Balaiada (1838–1841) 1837–1838; 1838–1841 Francisco Sabino Monarquia constitucional; centralização gradual; pactos regionais e clientelismo. Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. Imigração inicial; urbanização; cultura letrada; abolicionismo cresce. Milícias locais e tropas imperiais; guerra irregular urbana/rural. Eixos Sudeste‑Sul; frentes no Sul e na Amazônia; ocupação de planaltos e vales fluviais. Capoeira e práticas populares no NE conectadas à resistência.
Revolta Praieira (1848–1850) 1848–1850 Borges da Fonseca Partido da Praia; liberalismo radical; confronto com conservadores. Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. Imigração inicial; urbanização; cultura letrada; abolicionismo cresce. Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). Eixos Sudeste‑Sul; frentes no Sul e na Amazônia; ocupação de planaltos e vales fluviais. Recife e a vida marítima impulsionando clubes náuticos no fim do séc. XIX.
Segundo Reinado: D. Pedro II (1840–1889) 1840–1889 D. Pedro II Estabilidade monárquica; parlamentarismo às avessas; modernização. Ferrovias, telégrafo; café como motor; imigração crescente. Imigração inicial; urbanização; cultura letrada; abolicionismo cresce. Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). Eixos Sudeste‑Sul; frentes no Sul e na Amazônia; ocupação de planaltos e vales fluviais. Remo, turfe, ginástica alemã (Turnvereine); imprensa esportiva nascente.
Economia cafeeira e a ascensão de São Paulo c. 1840–1930 (auge 1880–1930) Barão de Mauá Monarquia constitucional; centralização gradual; pactos regionais e clientelismo. Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. Imigração inicial; urbanização; cultura letrada; abolicionismo cresce. Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). Eixos Sudeste‑Sul; frentes no Sul e na Amazônia; ocupação de planaltos e vales fluviais. Elites paulistas criam clubes (SPAC); chega o futebol (Charles Miller, 1894).
Lei Eusébio de Queirós (1850) e fim do tráfico negreiro 1850 Eusébio de Queirós Repressão ao tráfico; tratados com britânicos; policiamento de portos. Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. Imigração inicial; urbanização; cultura letrada; abolicionismo cresce. Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). Eixos Sudeste‑Sul; frentes no Sul e na Amazônia; ocupação de planaltos e vales fluviais. Urbanização e policiamento influenciam capoeira/criminalização e práticas corporais.
Guerra do Paraguai / da Tríplice Aliança (1864–1870) 1864–1870 Duque de Caxias Monarquia constitucional; centralização gradual; pactos regionais e clientelismo. Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. Imigração inicial; urbanização; cultura letrada; abolicionismo cresce. Guerra total no Prata; mobilização nacional; reformas do Exército. Pantanal e bacias do Prata; logística fluvial e doenças tropicais. Nacionalismo, clubes de tiro e remo; preparo físico militar.
Ondas de imigração (italiana, alemã, japonesa etc.) c. 1820s–1930s (picos finais séc. XIX–início XX) D. Pedro II Monarquia constitucional; centralização gradual; pactos regionais e clientelismo. Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. Colônias étnicas; associações recreativas; mudanças demográficas. Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). Eixos Sudeste‑Sul; frentes no Sul e na Amazônia; ocupação de planaltos e vales fluviais. Clubes étnicos: Palestra Itália/Palmeiras, Germânia/Pinheiros, Vasco (portugueses).
Abolicionismo; Lei do Ventre Livre (1871) e Lei dos Sexagenários (1885) 1871; 1885 Joaquim Nabuco Pressão política e redes abolicionistas; leis graduais até 1888. Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. Libertos sem reparação; formação de periferias urbanas. Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). Eixos Sudeste‑Sul; frentes no Sul e na Amazônia; ocupação de planaltos e vales fluviais. Inclusão de atletas negros; Vasco pioneiro contra barreiras raciais nas décadas seguintes.
Lei Áurea (1888) e o fim da escravidão 1888 Princesa Isabel Pressão política e redes abolicionistas; leis graduais até 1888. Tráfico atlântico e mercados internos de cativos; trabalho compulsório. Libertos sem reparação; formação de periferias urbanas. Revoltas de escravizados e repressões; policiamento urbano. Interiorização sulista; frentes no Norte/Nordeste; ocupação de fronteiras. Ampliação da participação negra em clubes e seleções.

República (1889–presente)

Tópico Período (anos) Pessoa importante Contexto político Econômico Social e cultural Militar e conflitos Geografia e meio ambiente Esporte (gancho)
Proclamação da República (1889) 1889 Deodoro da Fonseca Queda da monarquia; militares no poder; laicização e federalismo. Café domina; início de industrialização; integração ferroviária; fim legal do cativeiro e reajustes. Fluxos imigratórios; mobilidade urbana; novas associações civis e operárias. Conflitos sertanejos; Guarda Nacional e forças estaduais; repressões a movimentos populares. Interiorização sulista; frentes no Norte/Nordeste; ocupação de fronteiras. Educação física entra na escola; ligas civis (remo, turfe, futebol).
Primeira República (1889–1930): coronelismo e política do café com leite 1889–1930 Campos Sales Centralização e derrube das oligarquias; novo pacto trabalhista. Defesa do café; obras urbanas; início do futebol de massas. Imigração europeia para as fazendas; urbanização de SP. Conflitos sertanejos; Guarda Nacional e forças estaduais; repressões a movimentos populares. Interiorização sulista; frentes no Norte/Nordeste; ocupação de fronteiras. Futebol se populariza; amadorismo x profissionalismo; rádios esportivos surgem.
Guerra de Canudos (1896–1897) 1896–1897 Antônio Conselheiro Crise do Império e construção da República; federalismo oligárquico nascente. Café domina; início de industrialização; integração ferroviária; fim legal do cativeiro e reajustes. Comunidades sertanejas/messiânicas; conflitos por terra. Campanhas militares prolongadas; guerra irregular. Sertão nordestino (Canudos) e planaltos do Sul (Contestado). Sertão, vaquejada e identidade nordestina refletida em clubes/torcidas.
Guerra do Contestado (1912–1916) 1912–1916 Monge José Maria Crise do Império e construção da República; federalismo oligárquico nascente. Café domina; início de industrialização; integração ferroviária; fim legal do cativeiro e reajustes. Comunidades sertanejas/messiânicas; conflitos por terra. Campanhas militares prolongadas; guerra irregular. Sertão nordestino (Canudos) e planaltos do Sul (Contestado). Sul interiorano: ginástica germânica e clubes de tiro; futebol em colônias.
Ciclo da borracha e crise; Fordlândia c. 1870–1912; Fordlândia 1928–1945 Henry Ford Crise do Império e construção da República; federalismo oligárquico nascente. Boom extrativista; trabalho migrante; colapso por concorrência asiática. Fluxos imigratórios; mobilidade urbana; novas associações civis e operárias. Conflitos sertanejos; Guarda Nacional e forças estaduais; repressões a movimentos populares. Amazônia; rios como vias; floresta sob pressão. Clubes no Norte (Remo, Paysandu); remo e futebol na Amazônia.
Revolta da Vacina (1904) e saúde pública (Oswaldo Cruz) 1904 Oswaldo Cruz Reformas urbanas autoritárias; choque Estado‑população. Industrialização urbana; borracha e ciclos regionais; políticas sanitárias e infraestrutura. Resistência popular; educação sanitária. Levantamentos militares; campanhas de saúde; controle social urbano. Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. Saúde pública legitima esporte como prevenção; campanhas de higiene.
Tenentismo e Coluna Prestes (anos 1920) 1922–1927 (tenentismo); anos 1920 Luís Carlos Prestes Crítica às oligarquias; marcha política e militar da Coluna. Industrialização urbana; borracha e ciclos regionais; políticas sanitárias e infraestrutura. Crescimento de classes médias; modernismo cultural; rádio e imprensa de massa. Levantamentos militares; campanhas de saúde; controle social urbano. Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. Culto à disciplina física; esportes militares e atléticos.
Semana de Arte Moderna (1922) e modernismo cultural 1922 Mário de Andrade República Velha em crise; tenentismo; realinhamentos até 1930. Industrialização urbana; borracha e ciclos regionais; políticas sanitárias e infraestrutura. Cultura de massa; identidade nacional; festivais e estádios como arenas culturais. Levantamentos militares; campanhas de saúde; controle social urbano. Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. Intelectuais celebram futebol/capoeira como estética brasileira.
Revolução de 1930 e ascensão de Vargas 1930 Getúlio Vargas Centralização e derrube das oligarquias; novo pacto trabalhista. Industrialização urbana; borracha e ciclos regionais; políticas sanitárias e infraestrutura. Crescimento de classes médias; modernismo cultural; rádio e imprensa de massa. Levantamentos militares; campanhas de saúde; controle social urbano. Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. Centralização estatal do esporte; criação/fortalecimento de confederações.
Constituição de 1934 e realinhamento político 1934 Getúlio Vargas Constituição corporativa; direitos sociais; voto feminino consolidado. Âncora cambial e URV; controle da inflação; crédito de massas. Crescimento de classes médias; modernismo cultural; rádio e imprensa de massa. Levantamentos militares; campanhas de saúde; controle social urbano. Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. Educação física obrigatória na escola.
Estado Novo (1937–1945): autoritarismo e industrialização 1937–1945 Getúlio Vargas Ditadura varguista; censura; DIP e propaganda. Industrialização urbana; borracha e ciclos regionais; políticas sanitárias e infraestrutura. Crescimento de classes médias; modernismo cultural; rádio e imprensa de massa. Levantamentos militares; campanhas de saúde; controle social urbano. Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. Propaganda via esporte; decreto de 1941 proíbe futebol feminino por décadas.
FEB (Força Expedicionária Brasileira) na Segunda Guerra Mundial 1944–1945 (campanha da Itália) Mascarenhas de Moraes República Velha em crise; tenentismo; realinhamentos até 1930. Industrialização urbana; borracha e ciclos regionais; políticas sanitárias e infraestrutura. Crescimento de classes médias; modernismo cultural; rádio e imprensa de massa. Envio de tropas à Itália; alianças com EUA; modernização das FFAA. Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. Esportes militares e partidas simbólicas no exterior.
Leis trabalhistas de Vargas (CLT, 1943) e corporativismo 1943 Getúlio Vargas Centralização e derrube das oligarquias; novo pacto trabalhista. Regulação do trabalho e carteira assinada; sindicatos atrelados ao Estado. Crescimento de classes médias; modernismo cultural; rádio e imprensa de massa. Levantamentos militares; campanhas de saúde; controle social urbano. Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. Base para profissionalização e direitos de atletas/trabalhadores de clubes.
Redemocratização (1945) e Constituição de 1946 1945–1946 Eurico Gaspar Dutra Nova Constituição liberal; rearranjo partidário; liberdade de imprensa. Industrialização urbana; borracha e ciclos regionais; políticas sanitárias e infraestrutura. Crescimento de classes médias; modernismo cultural; rádio e imprensa de massa. Levantamentos militares; campanhas de saúde; controle social urbano. Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. Expansão de ligas; rádio esportivo massifica ídolos.
Sistema partidário (UDN–PSD–PTB) e populismo do pós-guerra 1946–1964 Carlos Lacerda Sistema tripartite; populismo urbano; disputas eleitorais acirradas. Substituição de importações; estatais; legislação trabalhista. Propaganda e nacionalismo cultural; inclusão urbana de massas trabalhadoras. Polícia política; participação na Segunda Guerra (FEB). Capitais litorâneas; eixos industriais Sudeste; obras em infraestrutura. Populismo e estádios como palanque; futebol e política se entrelaçam.
Juscelino Kubitschek, Plano de Metas e Brasília (1956–1961) 1956–1961 Juscelino Kubitschek Centralização autoritária; corporativismo; constituições de 1934 e 1937. Plano de Metas (‘50 em 5’); indústria automobilística; rodoviarismo. Propaganda e nacionalismo cultural; inclusão urbana de massas trabalhadoras. Polícia política; participação na Segunda Guerra (FEB). Interiorização com Brasília; eixos rodoviários Centro‑Oeste. Estádios modernos; automobilismo cresce com rodovias; início da “era F1”.
Petrobras (1953), desenvolvimentismo estatal e política do petróleo 1953 e décadas seguintes Getúlio Vargas Centralização autoritária; corporativismo; constituições de 1934 e 1937. Monopólio estatal; investimentos em refino e exploração. Propaganda e nacionalismo cultural; inclusão urbana de massas trabalhadoras. Polícia política; participação na Segunda Guerra (FEB). Capitais litorâneas; eixos industriais Sudeste; obras em infraestrutura. Patrocínios estatais a clubes/modalidades; esportes motorizados.
Renúncia de Jânio Quadros (1961) e João Goulart 1961–1964 João Goulart Crise presidencialista/parlamentarista; reformas de base em disputa. Substituição de importações; estatais; legislação trabalhista. Propaganda e nacionalismo cultural; inclusão urbana de massas trabalhadoras. Polícia política; participação na Segunda Guerra (FEB). Capitais litorâneas; eixos industriais Sudeste; obras em infraestrutura. Maracanã como arena política; futebol permeia debates nacionais.
Golpe militar de 1964; regime (1964–1985) 1964–1985 Humberto Castelo Branco Autoritarismo; doutrina de segurança nacional; AI‑s posteriores. Substituição de importações; estatais; legislação trabalhista. Propaganda e nacionalismo cultural; inclusão urbana de massas trabalhadoras. Polícia política; participação na Segunda Guerra (FEB). Capitais litorâneas; eixos industriais Sudeste; obras em infraestrutura. Intervenções em clubes; instrumentalização da Seleção (tri de 1970).
Atos Institucionais (AI-5, 1968), repressão e censura 1968–1978 Artur da Costa e Silva Pico repressivo; cassações; censura total. Substituição de importações; estatais; legislação trabalhista. Propaganda e nacionalismo cultural; inclusão urbana de massas trabalhadoras. Polícia política; participação na Segunda Guerra (FEB). Capitais litorâneas; eixos industriais Sudeste; obras em infraestrutura. Censura atinge jornalismo esportivo; futebol vira válvula de escape.
Resistência armada e guerrilhas (p.ex., Araguaia) final anos 1960–início 1970s Carlos Marighella Centralização autoritária; corporativismo; constituições de 1934 e 1937. Substituição de importações; estatais; legislação trabalhista. Propaganda e nacionalismo cultural; inclusão urbana de massas trabalhadoras. Conflito assimétrico; contraguerrilha; desaparecidos políticos. Fronteiras e selvas (Araguaia) como teatro de operações. Esporte como resistência cultural (capoeira) e práticas em presídios/exílio.
“Milagre econômico” (final dos anos 1960–início dos 1970) 1968–1973 (auge) Antônio Delfim Netto Centralização autoritária; corporativismo; constituições de 1934 e 1937. Crescimento acelerado via crédito externo; obras faraônicas. Propaganda e nacionalismo cultural; inclusão urbana de massas trabalhadoras. Polícia política; participação na Segunda Guerra (FEB). Capitais litorâneas; eixos industriais Sudeste; obras em infraestrutura. Arenas e patrocínios; Copa de 1970 consolida o futebol como mito nacional.
Urbanização, favelas e desigualdade regional no século XX século XX, sobretudo 1950s–1980s Oscar Niemeyer Redemocratização; multipartidarismo; instabilidade até 1964 e regime autoritário após. Plano de metas; estatalismo no petróleo; ‘milagre’ e depois crise inflacionária. Formação de periferias; cultura popular urbana; clubes de bairro. Golpe de 1964; AI‑5; repressão e guerrilhas; segurança nacional. Metropolização de Rio/SP/BH; fronteiras agrícolas avançam (Centro‑Oeste/Norte). Futebol como mobilidade; base de MMA/lutas e projetos sociais.
Abertura, Lei da Anistia (1979) e transição 1979–1985 Teotônio Vilela Distensão controlada; retorno de exilados; reorganização partidária. Plano de metas; estatalismo no petróleo; ‘milagre’ e depois crise inflacionária. Massificação midiática; migrações campo‑cidade; movimentos estudantis. Golpe de 1964; AI‑5; repressão e guerrilhas; segurança nacional. Metropolização de Rio/SP/BH; fronteiras agrícolas avançam (Centro‑Oeste/Norte). Revogação em 1979 da proibição ao futebol feminino; retorno de torcidas organizadas.
Movimento Diretas Já (1983–1984) 1983–1984 Ulysses Guimarães Mobilização cívica por eleições diretas; pactos de transição. Plano de metas; estatalismo no petróleo; ‘milagre’ e depois crise inflacionária. Massificação midiática; migrações campo‑cidade; movimentos estudantis. Golpe de 1964; AI‑5; repressão e guerrilhas; segurança nacional. Metropolização de Rio/SP/BH; fronteiras agrícolas avançam (Centro‑Oeste/Norte). Comícios em estádios; hinos e mosaicos politizados.
Transição de 1985 (Tancredo Neves / José Sarney) 1985 Tancredo Neves Transição pactuada; hiperinflação; nova ordem constitucional em gestação. Plano de metas; estatalismo no petróleo; ‘milagre’ e depois crise inflacionária. Massificação midiática; migrações campo‑cidade; movimentos estudantis. Golpe de 1964; AI‑5; repressão e guerrilhas; segurança nacional. Metropolização de Rio/SP/BH; fronteiras agrícolas avançam (Centro‑Oeste/Norte). Profissionalização do vôlei (“geração de prata”/liga); basquete com Hortência/Paula.
Constituição de 1988 (“Constituição Cidadã”) e novas instituições 1988 Ulysses Guimarães Carta democrática com amplos direitos; descentralização federativa. Plano de metas; estatalismo no petróleo; ‘milagre’ e depois crise inflacionária. Massificação midiática; migrações campo‑cidade; movimentos estudantis. Golpe de 1964; AI‑5; repressão e guerrilhas; segurança nacional. Metropolização de Rio/SP/BH; fronteiras agrícolas avançam (Centro‑Oeste/Norte). Direito ao esporte; Sistema Nacional do Desporto; expansão dos Jogos Escolares.
Hiperinflação e tentativas de estabilização (anos 1980–1990) 1980s–1994 Luis Carlos Bresser-Pereira Redemocratização; multipartidarismo; instabilidade até 1964 e regime autoritário após. Planos heterodoxos; perda de renda; indexação; informalidade. Massificação midiática; migrações campo‑cidade; movimentos estudantis. Golpe de 1964; AI‑5; repressão e guerrilhas; segurança nacional. Metropolização de Rio/SP/BH; fronteiras agrícolas avançam (Centro‑Oeste/Norte). Crise nos clubes e êxodo de atletas para o exterior.
Impeachment de Collor (1992) e Itamar Franco 1992 Fernando Collor Abertura comercial e confisco; impeachment por corrupção. Plano de metas; estatalismo no petróleo; ‘milagre’ e depois crise inflacionária. Massificação midiática; migrações campo‑cidade; movimentos estudantis. Golpe de 1964; AI‑5; repressão e guerrilhas; segurança nacional. Metropolização de Rio/SP/BH; fronteiras agrícolas avançam (Centro‑Oeste/Norte). Reorganização do marketing esportivo; novas competições e formatos.
Plano Real (1994) e estabilização monetária 1994–1995 (implantação) Fernando Henrique Cardoso Redemocratização; multipartidarismo; instabilidade até 1964 e regime autoritário após. Âncora cambial e URV; controle da inflação; crédito de massas. Massificação midiática; migrações campo‑cidade; movimentos estudantis. Golpe de 1964; AI‑5; repressão e guerrilhas; segurança nacional. Metropolização de Rio/SP/BH; fronteiras agrícolas avançam (Centro‑Oeste/Norte). Estabilidade impulsiona investimentos; embrião da Lei Pelé (1998).
FHC (1995–2002): privatizações, reformas, Mercosul 1995–2002 Fernando Henrique Cardoso Reformas neoliberais; reeleição; regulação das agências. Real, privatizações e depois boom de commodities; pré‑sal; PAC e infraestrutura. Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. Grandes obras; expansão urbana e impactos ambientais; Amazônia em foco. Lei Pelé, debate clube-empresa; Mercosul intensifica copas regionais.
MST e debates sobre reforma agrária pós-1988 1990s–presente (pós-1988) João Pedro Stédile Conflitos agrários; mediação estatal; assentamentos. Real, privatizações e depois boom de commodities; pré‑sal; PAC e infraestrutura. Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. Fronteiras agrícolas no Centro‑Oeste/Norte; disputa por terras. Agronegócio como patrocinador; clubes do interior ganham visibilidade.
História ambiental da Amazônia: desmatamento, reservas, IBAMA/ICMBio décadas de 1980–2020 Chico Mendes Fiscalização e diplomacia ambiental; sanções e acordos. Extrativismo, agronegócio e mineração em tensão com conservação. Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. Secas prolongadas; queimadas; pressão internacional por proteção. Arena da Amazônia (2014) e esportes de natureza; debates sobre sustentabilidade.
Lula (2003–2010): Bolsa Família, crescimento e inclusão social 2003–2010 Luiz Inácio Lula da Silva Reforma de programas sociais; focalização e condicionalidades. Impacto orçamentário e na pobreza; integração com trabalho e educação. Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. Grandes obras; expansão urbana e impactos ambientais; Amazônia em foco. Bolsa Atleta; Pan Rio 2007; política de alto rendimento.
O Brasil e o Sul Global: Unasul, BRICS, missões de paz 2003–2010; 2010s Celso Amorim Ampliação de fóruns multilaterais; reequilíbrio geopolítico. Real, privatizações e depois boom de commodities; pré‑sal; PAC e infraestrutura. Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. Grandes obras; expansão urbana e impactos ambientais; Amazônia em foco. Diplomacia esportiva (Jogos Mundiais Militares 2011; eventos multilaterais).
Escândalo do Mensalão (2005) e judicialização da política 2005–2012 Joaquim Barbosa Crise política e fortalecimento do STF; precedentes para Lava Jato. Real, privatizações e depois boom de commodities; pré‑sal; PAC e infraestrutura. Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. Grandes obras; expansão urbana e impactos ambientais; Amazônia em foco. Judicialização também no esporte (STJD, CAS); governança e compliance.
Descobertas do pré-sal (a partir de 2006) e política energética a partir de 2006 Dilma Rousseff Reformas do Estado; estabilização institucional; políticas sociais ampliadas. Renda petrolífera potencial; modelos de partilha; conteúdo nacional. Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. Bacia de Santos/Campos; riscos ambientais marítimos. Patrocínios de estatais (ex.: automobilismo, futebol) e infraestrutura esportiva.
PAC e investimento em infraestrutura 2007–2014 Dilma Rousseff Reformas do Estado; estabilização institucional; políticas sociais ampliadas. Carteira de obras; logística; energia; saneamento. Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. Grandes obras; expansão urbana e impactos ambientais; Amazônia em foco. Obras de arenas/mobilidade para Copa/Olimpíadas.
Megaeventos: Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016 (impactos) 2014–2016 Eduardo Paes Coalizões multinível; exceções legais e contratos complexos. Gastos públicos, turismo e obras; legado discutido. Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. Arenas em várias regiões; impactos urbanos (transporte, zoneamento). Copa 2014, Rio 2016 e Paralimpíadas; legado esportivo/urbano.
Dilma Rousseff (2011–2016) e desafios econômicos 2011–2016 Dilma Rousseff Coalizão presidencialista em estresse; agenda social e industrial. Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. Redes sociais; movimentos por direitos (raça, gênero, indígenas). Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. Arenas e mobilidade urbana; impactos regionais de obras; conflitos fundiários. Bolsa Pódio; crescimento do futebol feminino; crise fiscal afeta clubes.
Protestos de Junho de 2013 e crise de representação 2013 Fernando Haddad Crise de representação; novas formas de mobilização digital. Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. Redes sociais; movimentos por direitos (raça, gênero, indígenas). Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. Arenas e mobilidade urbana; impactos regionais de obras; conflitos fundiários. Protestos em jogos; “Não vai ter Copa” e debate sobre gastos.
Operação Lava Jato e suas consequências 2014–2021 Sérgio Moro Judicialização; colaborações premiadas; redes empresariais investigadas. Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. Redes sociais; movimentos por direitos (raça, gênero, indígenas). Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. Arenas e mobilidade urbana; impactos regionais de obras; conflitos fundiários. Construtoras e arenas; governança e transparência em clubes/federações.
Impeachment de Dilma (2016) e governo Temer 2016–2018 Michel Temer Reformas microeconômicas; debate sobre legitimidade e austeridade. Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. Redes sociais; movimentos por direitos (raça, gênero, indígenas). Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. Arenas e mobilidade urbana; impactos regionais de obras; conflitos fundiários. Revisão de incentivos; concessões/privatizações de estádios.
Segurança pública, PCC e milícias (especialmente no Rio) 2000s–presente Marielle Franco Polarização; protestos; impeachment; rearranjos de coalizão. Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. Redes sociais; movimentos por direitos (raça, gênero, indígenas). Criminalidade organizada; controle territorial; policiamento e inteligência. Metrópoles (SP/RJ); periferias e favelas; corredores logísticos. Violência em estádios; torcidas; protocolos de segurança.
Direitos indígenas (Constituição de 1988) e conflitos de demarcação 1988–presente Ailton Krenak Políticas de demarcação e direitos constitucionais; conflitos com agronegócio. Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. Resistência cultural; saúde e educação indígena. Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. Terras indígenas em Amazônia e Centro‑Oeste; proteção de biomas. Jogos dos Povos Indígenas e acesso a equipamentos esportivos nas terras.
Debate sobre “democracia racial”, movimento negro e ações afirmativas 1930s–presente; ápice 2000s–2010s Abdias do Nascimento Polarização; protestos; impeachment; rearranjos de coalizão. Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. Antirracismo; cotas; memória e patrimônio afro-brasileiro. Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. Arenas e mobilidade urbana; impactos regionais de obras; conflitos fundiários. Racismo no esporte; campanhas/leis; heróis negros (Pelé, Marta).
Movimentos feministas e política de gênero século XX–XXI (picos 1970s–presente) Bertha Lutz Polarização; protestos; impeachment; rearranjos de coalizão. Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. Direitos das mulheres; combate à violência; lideranças femininas. Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. Arenas e mobilidade urbana; impactos regionais de obras; conflitos fundiários. Luta por futebol feminino profissional; visibilidade da seleção e ligas.
Política educacional e expansão (de Vargas ao pós-1988) Vargas–presente; destaque pós-1988 Paulo Freire Políticas curriculares e expansão do acesso; federalismo educacional. Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. Redes sociais; movimentos por direitos (raça, gênero, indígenas). Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. Arenas e mobilidade urbana; impactos regionais de obras; conflitos fundiários. Educação física na BNCC; Jogos Escolares como base de talentos.
SUS (1988) e história da saúde pública 1988–presente Sérgio Arouca Sistema universal; descentralização; conferências de saúde. Financiamento tripartite; indústria farmacêutica e logística. Redes sociais; movimentos por direitos (raça, gênero, indígenas). Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. Arenas e mobilidade urbana; impactos regionais de obras; conflitos fundiários. Políticas de atividade física e promoção da saúde; programas comunitários.
Religião na política: influência católica e evangélica século XX–XXI Dom Paulo Evaristo Arns Lobby religioso e bancada; debates de costumes. Volatilidade; choque da pandemia; marcos legais (SAF, apostas). Cultura digital; saúde pública; sociabilidade em plataformas. Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. Atletas religiosos; debates sobre símbolos e celebrações em campo.
História da mídia: das redes de rádio/TV às plataformas digitais anos 1930–presente; 1990s–2020s Roberto Marinho Regulação de mídia; concentração e pluralismo. Mercado de direitos de transmissão; plataformas digitais. Cultura digital; saúde pública; sociabilidade em plataformas. Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. Era do rádio/TV e, depois, streaming; direitos de transmissão como motor financeiro.
Movimentos culturais: Bossa Nova, Tropicália, política cultural 1950s–1970s; ecos posteriores Caetano Veloso Conflito entre poderes; eleições acirradas; debate sobre desinformação. Volatilidade; choque da pandemia; marcos legais (SAF, apostas). Cultura de massa; identidade nacional; festivais e estádios como arenas culturais. Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. Música nos estádios; cultura de torcidas e carnaval em arquibancadas.
Ciclos econômicos: debates sobre desindustrialização e booms de commodities décadas de 1980–2020 Maria da Conceição Tavares Conflito entre poderes; eleições acirradas; debate sobre desinformação. Termos de troca; volatilidade; debate sobre política industrial. Cultura digital; saúde pública; sociabilidade em plataformas. Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. Finanças de clubes, SAFs (clube-empresa) e mercado de transferências.
Governo Bolsonaro (2019–2022) e polarização 2019–2022 Jair Bolsonaro Conflitos federativos; medidas provisórias; embates com STF e governadores. Volatilidade; choque da pandemia; marcos legais (SAF, apostas). Cultura digital; saúde pública; sociabilidade em plataformas. Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. Pandemia sem público; debate sobre SAF (lei de 2021) e politização das torcidas.
COVID-19 no Brasil: saúde, política e economia 2020–2022 Luiz Henrique Mandetta Coordenação federativa; judicialização de medidas sanitárias. Fechamentos e retomadas; choques no emprego e no esporte. Luto e distanciamento; novas práticas de lazer e saúde. Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. Paralisou campeonatos; protocolos sanitários; impacto nos Jogos Olímpicos/Paralímpicos.
Incêndios na Amazônia e diplomacia ambiental (2019–anos 2020) 2019–presente Marina Silva Fiscalização e diplomacia ambiental; sanções e acordos. Extrativismo, agronegócio e mineração em tensão com conservação. Cultura digital; saúde pública; sociabilidade em plataformas. Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. Secas prolongadas; queimadas; pressão internacional por proteção. Atletas ativistas; patrocínios “verdes”; esportes de natureza em risco.
Eleições de 2022 e retorno de Lula (a partir de 2023) 2022–2025 Luiz Inácio Lula da Silva Virada eleitoral; recomposição de ministérios; diálogo com STF e Congresso. Volatilidade; choque da pandemia; marcos legais (SAF, apostas). Cultura digital; saúde pública; sociabilidade em plataformas. Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. Retomada do Min. do Esporte; fortalecimento do futebol feminino e do esporte de base.
Atos de 8 de janeiro de 2023 e defesa da democracia 8 de janeiro de 2023 Alexandre de Moraes Defesa das instituições; inquéritos e responsabilização. Volatilidade; choque da pandemia; marcos legais (SAF, apostas). Cultura digital; saúde pública; sociabilidade em plataformas. Ataques às sedes dos poderes; resposta policial e judicial. Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. Segurança de eventos de massa; novas regras de policiamento em estádios.
Política social hoje: redesenho do Auxílio Brasil/Bolsa Família 2023–presente Wellington Dias Reforma de programas sociais; focalização e condicionalidades. Impacto orçamentário e na pobreza; integração com trabalho e educação. Cultura digital; saúde pública; sociabilidade em plataformas. Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. Bolsa Atleta/Bolsa Pódio; projetos de inclusão via esporte.
Governança digital, desinformação e o papel do STF 2020s (2023–2025) Alexandre de Moraes Regulação de plataformas; jurisprudência sobre fake news e discurso de ódio. Novo arcabouço fiscal; inflação e juros; reindustrialização verde. Combate à desigualdade; políticas de inclusão e educação. Segurança pública e defesa cibernética; cooperação regional. Clima e transição energética; BRICS e rota Sul‑Sul; interiorização do crescimento. Fake news no futebol; apostas esportivas e combate ao match-fixing.
Política externa nos anos 2020: expansão do BRICS e crises entre grandes potências 2020s (2023–2025) Mauro Vieira Ampliação de fóruns multilaterais; reequilíbrio geopolítico. Novo arcabouço fiscal; inflação e juros; reindustrialização verde. Combate à desigualdade; políticas de inclusão e educação. Segurança pública e defesa cibernética; cooperação regional. Clima e transição energética; BRICS e rota Sul‑Sul; interiorização do crescimento. Jogos/competições multilaterais (BRICS Games); soft power esportivo.
Política econômica: arcabouço fiscal, metas de inflação e autonomia do BC 2023–2025 Fernando Haddad Recomposição institucional; política externa assertiva; regulação digital. Regras fiscais; coordenação com política monetária; credibilidade e investimento. Combate à desigualdade; políticas de inclusão e educação. Segurança pública e defesa cibernética; cooperação regional. Clima e transição energética; BRICS e rota Sul‑Sul; interiorização do crescimento. Câmbio e exportação de atletas; orçamento para esporte público.
Desenvolvimento regional: Nordeste, Amazônia e fronteiras do agronegócio século XX–XXI (especialmente 2000s–2020s) Blairo Maggi Fiscalização e diplomacia ambiental; sanções e acordos. Cadeias agroindustriais; logística; desigualdades espaciais. Combate à desigualdade; políticas de inclusão e educação. Segurança pública e defesa cibernética; cooperação regional. Matopiba, Cerrado e Amazônia; expansão de fronteiras agrícolas. Estaduais e interiorização de arenas; base de talentos fora das capitais.
Desafios de longo prazo: desigualdade, qualidade da educação, transição climática e confiança institucional Horizonte 2020s–2050s (prospectivo) Celso Furtado Capacidade estatal e confiança institucional; reformas estruturais. Produtividade e reindustrialização verde; transição energética. Qualidade educacional e coesão social; inclusão duradoura. Segurança pública de longo prazo; defesa cibernética. Mudança climática e eventos extremos; cidades resilientes. Gestão profissional, sustentabilidade de clubes/arenas e calendário sob mudança climática.

Império (1822–1889)

Tópico Período (anos) Pessoa importante Contexto político Econômico Social e cultural Militar e conflitos Geografia e meio ambiente Esporte (gancho)
Independência (1822) e D. Pedro I 1822–1824 (Primeiro Reinado) José Bonifácio Ruptura com Lisboa; construção do Estado; disputa entre centralistas e provinciais. Ouro em declínio; diversificação comercial com abertura dos portos; início de manufaturas. Emergência de elites letradas; imprensa; aumento de fluxos populacionais urbanos. Campanhas militares na Bahia, Norte e Sul; lealdades divididas. Redefinição de fronteiras; interiorização econômica (Minas, Centro‑Oeste); eixos atlânticos. Festejos cívicos com corridas e jogos; esporte como linguagem de nacionalidade.
Constituição de 1824 e o Poder Moderador 1824–1831 D. Pedro I Carta outorgada; Poder Moderador; centralização monárquica. Ouro em declínio; diversificação comercial com abertura dos portos; início de manufaturas. Emergência de elites letradas; imprensa; aumento de fluxos populacionais urbanos. Levantamentos regionais; presença de tropas luso‑brasileiras; guerras na Bacia do Prata. Redefinição de fronteiras; interiorização econômica (Minas, Centro‑Oeste); eixos atlânticos. Liberdade de associação facilita surgimento de clubes e ligas.
Guerra da Cisplatina (1825–1828) e independência do Uruguai 1825–1828 Carlos Frederico Lecor Ruptura com Lisboa; construção do Estado; disputa entre centralistas e provinciais. Ouro em declínio; diversificação comercial com abertura dos portos; início de manufaturas. Emergência de elites letradas; imprensa; aumento de fluxos populacionais urbanos. Guerra platina; marinha e cavalaria; tratados de paz. Prata e fronteiras sulinas; pampas e rios como eixos. Ponte cultural com o Prata (Uruguai/Argentina), berço de rivalidades futebolísticas.
Período Regencial (1831–1840) e revoltas regionais 1831–1840 Diogo Antônio Feijó Regências trinas; ato adicional; disputa centralização x federalismo. Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. Imigração inicial; urbanização; cultura letrada; abolicionismo cresce. Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). Eixos Sudeste‑Sul; frentes no Sul e na Amazônia; ocupação de planaltos e vales fluviais. Milícias equestres; jogos locais que antecedem ligas regionais.
Cabanagem (1835–1840) 1835–1840 Eduardo Angelim Monarquia constitucional; centralização gradual; pactos regionais e clientelismo. Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. Participação popular cabana (mestizos, indígenas, ribeirinhos). Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). Amazônia ribeirinha; controle de rios como estratégia. Amazônia fluvial: remo como tradição (embarcações, regatas).
Revolução Farroupilha / Guerra dos Farrapos (1835–1845) 1835–1845 Bento Gonçalves Autonomismo rio‑grandense; pactos e anistias; república rio‑grandense efêmera. Charque e pecuária; tarifas e concorrência platina. Imigração inicial; urbanização; cultura letrada; abolicionismo cresce. Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). Campanha sulina; fronteiras e estâncias; clima subtropical. Tradições gaúchas (rodeo, gineteada) e identidade esportiva sulista.
Sabinada (1837–1838) e Balaiada (1838–1841) 1837–1838; 1838–1841 Francisco Sabino Monarquia constitucional; centralização gradual; pactos regionais e clientelismo. Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. Imigração inicial; urbanização; cultura letrada; abolicionismo cresce. Milícias locais e tropas imperiais; guerra irregular urbana/rural. Eixos Sudeste‑Sul; frentes no Sul e na Amazônia; ocupação de planaltos e vales fluviais. Capoeira e práticas populares no NE conectadas à resistência.
Revolta Praieira (1848–1850) 1848–1850 Borges da Fonseca Partido da Praia; liberalismo radical; confronto com conservadores. Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. Imigração inicial; urbanização; cultura letrada; abolicionismo cresce. Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). Eixos Sudeste‑Sul; frentes no Sul e na Amazônia; ocupação de planaltos e vales fluviais. Recife e a vida marítima impulsionando clubes náuticos no fim do séc. XIX.
Segundo Reinado: D. Pedro II (1840–1889) 1840–1889 D. Pedro II Estabilidade monárquica; parlamentarismo às avessas; modernização. Ferrovias, telégrafo; café como motor; imigração crescente. Imigração inicial; urbanização; cultura letrada; abolicionismo cresce. Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). Eixos Sudeste‑Sul; frentes no Sul e na Amazônia; ocupação de planaltos e vales fluviais. Remo, turfe, ginástica alemã (Turnvereine); imprensa esportiva nascente.
Economia cafeeira e a ascensão de São Paulo c. 1840–1930 (auge 1880–1930) Barão de Mauá Monarquia constitucional; centralização gradual; pactos regionais e clientelismo. Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. Imigração inicial; urbanização; cultura letrada; abolicionismo cresce. Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). Eixos Sudeste‑Sul; frentes no Sul e na Amazônia; ocupação de planaltos e vales fluviais. Elites paulistas criam clubes (SPAC); chega o futebol (Charles Miller, 1894).
Lei Eusébio de Queirós (1850) e fim do tráfico negreiro 1850 Eusébio de Queirós Repressão ao tráfico; tratados com britânicos; policiamento de portos. Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. Imigração inicial; urbanização; cultura letrada; abolicionismo cresce. Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). Eixos Sudeste‑Sul; frentes no Sul e na Amazônia; ocupação de planaltos e vales fluviais. Urbanização e policiamento influenciam capoeira/criminalização e práticas corporais.
Guerra do Paraguai / da Tríplice Aliança (1864–1870) 1864–1870 Duque de Caxias Monarquia constitucional; centralização gradual; pactos regionais e clientelismo. Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. Imigração inicial; urbanização; cultura letrada; abolicionismo cresce. Guerra total no Prata; mobilização nacional; reformas do Exército. Pantanal e bacias do Prata; logística fluvial e doenças tropicais. Nacionalismo, clubes de tiro e remo; preparo físico militar.
Ondas de imigração (italiana, alemã, japonesa etc.) c. 1820s–1930s (picos finais séc. XIX–início XX) D. Pedro II Monarquia constitucional; centralização gradual; pactos regionais e clientelismo. Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. Colônias étnicas; associações recreativas; mudanças demográficas. Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). Eixos Sudeste‑Sul; frentes no Sul e na Amazônia; ocupação de planaltos e vales fluviais. Clubes étnicos: Palestra Itália/Palmeiras, Germânia/Pinheiros, Vasco (portugueses).
Abolicionismo; Lei do Ventre Livre (1871) e Lei dos Sexagenários (1885) 1871; 1885 Joaquim Nabuco Pressão política e redes abolicionistas; leis graduais até 1888. Café em ascensão; ferrovias iniciais; mercado interno crescente; escravidão ainda central. Libertos sem reparação; formação de periferias urbanas. Revoltas provinciais; profissionalização do Exército; guerras externas (Paraguai). Eixos Sudeste‑Sul; frentes no Sul e na Amazônia; ocupação de planaltos e vales fluviais. Inclusão de atletas negros; Vasco pioneiro contra barreiras raciais nas décadas seguintes.
Lei Áurea (1888) e o fim da escravidão 1888 Princesa Isabel Pressão política e redes abolicionistas; leis graduais até 1888. Tráfico atlântico e mercados internos de cativos; trabalho compulsório. Libertos sem reparação; formação de periferias urbanas. Revoltas de escravizados e repressões; policiamento urbano. Interiorização sulista; frentes no Norte/Nordeste; ocupação de fronteiras. Ampliação da participação negra em clubes e seleções.
Tópico Período (anos) Pessoa importante Contexto político Econômico Social e cultural Militar e conflitos Geografia e meio ambiente Esporte (gancho)
Sociedades indígenas antes de 1500 (Tupi, Guarani, Macro-Jê etc.) Pré-colonial (antes de 1500) Davi Kopenawa Políticas de demarcação e direitos constitucionais; conflitos com agronegócio. Economias de subsistência e trocas regionais; manejo sustentável de recursos. Resistência cultural; saúde e educação indígena. Conflitos intergrupais e alianças; resistência à invasão europeia a partir do século XVI. Terras indígenas em Amazônia e Centro‑Oeste; proteção de biomas. Jogos tradicionais (corrida de tora, arco e flecha, xikunahity) e, hoje, Jogos dos Povos Indígenas.
Tópico Período (anos) Pessoa importante Contexto político Econômico Social e cultural Militar e conflitos Geografia e meio ambiente Esporte (gancho)
Proclamação da República (1889) 1889 Deodoro da Fonseca Queda da monarquia; militares no poder; laicização e federalismo. Café domina; início de industrialização; integração ferroviária; fim legal do cativeiro e reajustes. Fluxos imigratórios; mobilidade urbana; novas associações civis e operárias. Conflitos sertanejos; Guarda Nacional e forças estaduais; repressões a movimentos populares. Interiorização sulista; frentes no Norte/Nordeste; ocupação de fronteiras. Educação física entra na escola; ligas civis (remo, turfe, futebol).
Primeira República (1889–1930): coronelismo e política do café com leite 1889–1930 Campos Sales Centralização e derrube das oligarquias; novo pacto trabalhista. Defesa do café; obras urbanas; início do futebol de massas. Imigração europeia para as fazendas; urbanização de SP. Conflitos sertanejos; Guarda Nacional e forças estaduais; repressões a movimentos populares. Interiorização sulista; frentes no Norte/Nordeste; ocupação de fronteiras. Futebol se populariza; amadorismo x profissionalismo; rádios esportivos surgem.
Guerra de Canudos (1896–1897) 1896–1897 Antônio Conselheiro Crise do Império e construção da República; federalismo oligárquico nascente. Café domina; início de industrialização; integração ferroviária; fim legal do cativeiro e reajustes. Comunidades sertanejas/messiânicas; conflitos por terra. Campanhas militares prolongadas; guerra irregular. Sertão nordestino (Canudos) e planaltos do Sul (Contestado). Sertão, vaquejada e identidade nordestina refletida em clubes/torcidas.
Guerra do Contestado (1912–1916) 1912–1916 Monge José Maria Crise do Império e construção da República; federalismo oligárquico nascente. Café domina; início de industrialização; integração ferroviária; fim legal do cativeiro e reajustes. Comunidades sertanejas/messiânicas; conflitos por terra. Campanhas militares prolongadas; guerra irregular. Sertão nordestino (Canudos) e planaltos do Sul (Contestado). Sul interiorano: ginástica germânica e clubes de tiro; futebol em colônias.
Ciclo da borracha e crise; Fordlândia c. 1870–1912; Fordlândia 1928–1945 Henry Ford Crise do Império e construção da República; federalismo oligárquico nascente. Boom extrativista; trabalho migrante; colapso por concorrência asiática. Fluxos imigratórios; mobilidade urbana; novas associações civis e operárias. Conflitos sertanejos; Guarda Nacional e forças estaduais; repressões a movimentos populares. Amazônia; rios como vias; floresta sob pressão. Clubes no Norte (Remo, Paysandu); remo e futebol na Amazônia.
Revolta da Vacina (1904) e saúde pública (Oswaldo Cruz) 1904 Oswaldo Cruz Reformas urbanas autoritárias; choque Estado‑população. Industrialização urbana; borracha e ciclos regionais; políticas sanitárias e infraestrutura. Resistência popular; educação sanitária. Levantamentos militares; campanhas de saúde; controle social urbano. Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. Saúde pública legitima esporte como prevenção; campanhas de higiene.
Tenentismo e Coluna Prestes (anos 1920) 1922–1927 (tenentismo); anos 1920 Luís Carlos Prestes Crítica às oligarquias; marcha política e militar da Coluna. Industrialização urbana; borracha e ciclos regionais; políticas sanitárias e infraestrutura. Crescimento de classes médias; modernismo cultural; rádio e imprensa de massa. Levantamentos militares; campanhas de saúde; controle social urbano. Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. Culto à disciplina física; esportes militares e atléticos.
Semana de Arte Moderna (1922) e modernismo cultural 1922 Mário de Andrade República Velha em crise; tenentismo; realinhamentos até 1930. Industrialização urbana; borracha e ciclos regionais; políticas sanitárias e infraestrutura. Cultura de massa; identidade nacional; festivais e estádios como arenas culturais. Levantamentos militares; campanhas de saúde; controle social urbano. Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. Intelectuais celebram futebol/capoeira como estética brasileira.
Revolução de 1930 e ascensão de Vargas 1930 Getúlio Vargas Centralização e derrube das oligarquias; novo pacto trabalhista. Industrialização urbana; borracha e ciclos regionais; políticas sanitárias e infraestrutura. Crescimento de classes médias; modernismo cultural; rádio e imprensa de massa. Levantamentos militares; campanhas de saúde; controle social urbano. Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. Centralização estatal do esporte; criação/fortalecimento de confederações.
Constituição de 1934 e realinhamento político 1934 Getúlio Vargas Constituição corporativa; direitos sociais; voto feminino consolidado. Âncora cambial e URV; controle da inflação; crédito de massas. Crescimento de classes médias; modernismo cultural; rádio e imprensa de massa. Levantamentos militares; campanhas de saúde; controle social urbano. Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. Educação física obrigatória na escola.
Estado Novo (1937–1945): autoritarismo e industrialização 1937–1945 Getúlio Vargas Ditadura varguista; censura; DIP e propaganda. Industrialização urbana; borracha e ciclos regionais; políticas sanitárias e infraestrutura. Crescimento de classes médias; modernismo cultural; rádio e imprensa de massa. Levantamentos militares; campanhas de saúde; controle social urbano. Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. Propaganda via esporte; decreto de 1941 proíbe futebol feminino por décadas.
FEB (Força Expedicionária Brasileira) na Segunda Guerra Mundial 1944–1945 (campanha da Itália) Mascarenhas de Moraes República Velha em crise; tenentismo; realinhamentos até 1930. Industrialização urbana; borracha e ciclos regionais; políticas sanitárias e infraestrutura. Crescimento de classes médias; modernismo cultural; rádio e imprensa de massa. Envio de tropas à Itália; alianças com EUA; modernização das FFAA. Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. Esportes militares e partidas simbólicas no exterior.
Leis trabalhistas de Vargas (CLT, 1943) e corporativismo 1943 Getúlio Vargas Centralização e derrube das oligarquias; novo pacto trabalhista. Regulação do trabalho e carteira assinada; sindicatos atrelados ao Estado. Crescimento de classes médias; modernismo cultural; rádio e imprensa de massa. Levantamentos militares; campanhas de saúde; controle social urbano. Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. Base para profissionalização e direitos de atletas/trabalhadores de clubes.
Redemocratização (1945) e Constituição de 1946 1945–1946 Eurico Gaspar Dutra Nova Constituição liberal; rearranjo partidário; liberdade de imprensa. Industrialização urbana; borracha e ciclos regionais; políticas sanitárias e infraestrutura. Crescimento de classes médias; modernismo cultural; rádio e imprensa de massa. Levantamentos militares; campanhas de saúde; controle social urbano. Expansão urbana (Rio/SP/Recife); Amazônia extrativista; litoral como polo. Expansão de ligas; rádio esportivo massifica ídolos.
Sistema partidário (UDN–PSD–PTB) e populismo do pós-guerra 1946–1964 Carlos Lacerda Sistema tripartite; populismo urbano; disputas eleitorais acirradas. Substituição de importações; estatais; legislação trabalhista. Propaganda e nacionalismo cultural; inclusão urbana de massas trabalhadoras. Polícia política; participação na Segunda Guerra (FEB). Capitais litorâneas; eixos industriais Sudeste; obras em infraestrutura. Populismo e estádios como palanque; futebol e política se entrelaçam.
Juscelino Kubitschek, Plano de Metas e Brasília (1956–1961) 1956–1961 Juscelino Kubitschek Centralização autoritária; corporativismo; constituições de 1934 e 1937. Plano de Metas (‘50 em 5’); indústria automobilística; rodoviarismo. Propaganda e nacionalismo cultural; inclusão urbana de massas trabalhadoras. Polícia política; participação na Segunda Guerra (FEB). Interiorização com Brasília; eixos rodoviários Centro‑Oeste. Estádios modernos; automobilismo cresce com rodovias; início da “era F1”.
Petrobras (1953), desenvolvimentismo estatal e política do petróleo 1953 e décadas seguintes Getúlio Vargas Centralização autoritária; corporativismo; constituições de 1934 e 1937. Monopólio estatal; investimentos em refino e exploração. Propaganda e nacionalismo cultural; inclusão urbana de massas trabalhadoras. Polícia política; participação na Segunda Guerra (FEB). Capitais litorâneas; eixos industriais Sudeste; obras em infraestrutura. Patrocínios estatais a clubes/modalidades; esportes motorizados.
Renúncia de Jânio Quadros (1961) e João Goulart 1961–1964 João Goulart Crise presidencialista/parlamentarista; reformas de base em disputa. Substituição de importações; estatais; legislação trabalhista. Propaganda e nacionalismo cultural; inclusão urbana de massas trabalhadoras. Polícia política; participação na Segunda Guerra (FEB). Capitais litorâneas; eixos industriais Sudeste; obras em infraestrutura. Maracanã como arena política; futebol permeia debates nacionais.
Golpe militar de 1964; regime (1964–1985) 1964–1985 Humberto Castelo Branco Autoritarismo; doutrina de segurança nacional; AI‑s posteriores. Substituição de importações; estatais; legislação trabalhista. Propaganda e nacionalismo cultural; inclusão urbana de massas trabalhadoras. Polícia política; participação na Segunda Guerra (FEB). Capitais litorâneas; eixos industriais Sudeste; obras em infraestrutura. Intervenções em clubes; instrumentalização da Seleção (tri de 1970).
Atos Institucionais (AI-5, 1968), repressão e censura 1968–1978 Artur da Costa e Silva Pico repressivo; cassações; censura total. Substituição de importações; estatais; legislação trabalhista. Propaganda e nacionalismo cultural; inclusão urbana de massas trabalhadoras. Polícia política; participação na Segunda Guerra (FEB). Capitais litorâneas; eixos industriais Sudeste; obras em infraestrutura. Censura atinge jornalismo esportivo; futebol vira válvula de escape.
Resistência armada e guerrilhas (p.ex., Araguaia) final anos 1960–início 1970s Carlos Marighella Centralização autoritária; corporativismo; constituições de 1934 e 1937. Substituição de importações; estatais; legislação trabalhista. Propaganda e nacionalismo cultural; inclusão urbana de massas trabalhadoras. Conflito assimétrico; contraguerrilha; desaparecidos políticos. Fronteiras e selvas (Araguaia) como teatro de operações. Esporte como resistência cultural (capoeira) e práticas em presídios/exílio.
“Milagre econômico” (final dos anos 1960–início dos 1970) 1968–1973 (auge) Antônio Delfim Netto Centralização autoritária; corporativismo; constituições de 1934 e 1937. Crescimento acelerado via crédito externo; obras faraônicas. Propaganda e nacionalismo cultural; inclusão urbana de massas trabalhadoras. Polícia política; participação na Segunda Guerra (FEB). Capitais litorâneas; eixos industriais Sudeste; obras em infraestrutura. Arenas e patrocínios; Copa de 1970 consolida o futebol como mito nacional.
Urbanização, favelas e desigualdade regional no século XX século XX, sobretudo 1950s–1980s Oscar Niemeyer Redemocratização; multipartidarismo; instabilidade até 1964 e regime autoritário após. Plano de metas; estatalismo no petróleo; ‘milagre’ e depois crise inflacionária. Formação de periferias; cultura popular urbana; clubes de bairro. Golpe de 1964; AI‑5; repressão e guerrilhas; segurança nacional. Metropolização de Rio/SP/BH; fronteiras agrícolas avançam (Centro‑Oeste/Norte). Futebol como mobilidade; base de MMA/lutas e projetos sociais.
Abertura, Lei da Anistia (1979) e transição 1979–1985 Teotônio Vilela Distensão controlada; retorno de exilados; reorganização partidária. Plano de metas; estatalismo no petróleo; ‘milagre’ e depois crise inflacionária. Massificação midiática; migrações campo‑cidade; movimentos estudantis. Golpe de 1964; AI‑5; repressão e guerrilhas; segurança nacional. Metropolização de Rio/SP/BH; fronteiras agrícolas avançam (Centro‑Oeste/Norte). Revogação em 1979 da proibição ao futebol feminino; retorno de torcidas organizadas.
Movimento Diretas Já (1983–1984) 1983–1984 Ulysses Guimarães Mobilização cívica por eleições diretas; pactos de transição. Plano de metas; estatalismo no petróleo; ‘milagre’ e depois crise inflacionária. Massificação midiática; migrações campo‑cidade; movimentos estudantis. Golpe de 1964; AI‑5; repressão e guerrilhas; segurança nacional. Metropolização de Rio/SP/BH; fronteiras agrícolas avançam (Centro‑Oeste/Norte). Comícios em estádios; hinos e mosaicos politizados.
Transição de 1985 (Tancredo Neves / José Sarney) 1985 Tancredo Neves Transição pactuada; hiperinflação; nova ordem constitucional em gestação. Plano de metas; estatalismo no petróleo; ‘milagre’ e depois crise inflacionária. Massificação midiática; migrações campo‑cidade; movimentos estudantis. Golpe de 1964; AI‑5; repressão e guerrilhas; segurança nacional. Metropolização de Rio/SP/BH; fronteiras agrícolas avançam (Centro‑Oeste/Norte). Profissionalização do vôlei (“geração de prata”/liga); basquete com Hortência/Paula.
Constituição de 1988 (“Constituição Cidadã”) e novas instituições 1988 Ulysses Guimarães Carta democrática com amplos direitos; descentralização federativa. Plano de metas; estatalismo no petróleo; ‘milagre’ e depois crise inflacionária. Massificação midiática; migrações campo‑cidade; movimentos estudantis. Golpe de 1964; AI‑5; repressão e guerrilhas; segurança nacional. Metropolização de Rio/SP/BH; fronteiras agrícolas avançam (Centro‑Oeste/Norte). Direito ao esporte; Sistema Nacional do Desporto; expansão dos Jogos Escolares.
Hiperinflação e tentativas de estabilização (anos 1980–1990) 1980s–1994 Luis Carlos Bresser-Pereira Redemocratização; multipartidarismo; instabilidade até 1964 e regime autoritário após. Planos heterodoxos; perda de renda; indexação; informalidade. Massificação midiática; migrações campo‑cidade; movimentos estudantis. Golpe de 1964; AI‑5; repressão e guerrilhas; segurança nacional. Metropolização de Rio/SP/BH; fronteiras agrícolas avançam (Centro‑Oeste/Norte). Crise nos clubes e êxodo de atletas para o exterior.
Impeachment de Collor (1992) e Itamar Franco 1992 Fernando Collor Abertura comercial e confisco; impeachment por corrupção. Plano de metas; estatalismo no petróleo; ‘milagre’ e depois crise inflacionária. Massificação midiática; migrações campo‑cidade; movimentos estudantis. Golpe de 1964; AI‑5; repressão e guerrilhas; segurança nacional. Metropolização de Rio/SP/BH; fronteiras agrícolas avançam (Centro‑Oeste/Norte). Reorganização do marketing esportivo; novas competições e formatos.
Plano Real (1994) e estabilização monetária 1994–1995 (implantação) Fernando Henrique Cardoso Redemocratização; multipartidarismo; instabilidade até 1964 e regime autoritário após. Âncora cambial e URV; controle da inflação; crédito de massas. Massificação midiática; migrações campo‑cidade; movimentos estudantis. Golpe de 1964; AI‑5; repressão e guerrilhas; segurança nacional. Metropolização de Rio/SP/BH; fronteiras agrícolas avançam (Centro‑Oeste/Norte). Estabilidade impulsiona investimentos; embrião da Lei Pelé (1998).
FHC (1995–2002): privatizações, reformas, Mercosul 1995–2002 Fernando Henrique Cardoso Reformas neoliberais; reeleição; regulação das agências. Real, privatizações e depois boom de commodities; pré‑sal; PAC e infraestrutura. Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. Grandes obras; expansão urbana e impactos ambientais; Amazônia em foco. Lei Pelé, debate clube-empresa; Mercosul intensifica copas regionais.
MST e debates sobre reforma agrária pós-1988 1990s–presente (pós-1988) João Pedro Stédile Conflitos agrários; mediação estatal; assentamentos. Real, privatizações e depois boom de commodities; pré‑sal; PAC e infraestrutura. Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. Fronteiras agrícolas no Centro‑Oeste/Norte; disputa por terras. Agronegócio como patrocinador; clubes do interior ganham visibilidade.
História ambiental da Amazônia: desmatamento, reservas, IBAMA/ICMBio décadas de 1980–2020 Chico Mendes Fiscalização e diplomacia ambiental; sanções e acordos. Extrativismo, agronegócio e mineração em tensão com conservação. Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. Secas prolongadas; queimadas; pressão internacional por proteção. Arena da Amazônia (2014) e esportes de natureza; debates sobre sustentabilidade.
Lula (2003–2010): Bolsa Família, crescimento e inclusão social 2003–2010 Luiz Inácio Lula da Silva Reforma de programas sociais; focalização e condicionalidades. Impacto orçamentário e na pobreza; integração com trabalho e educação. Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. Grandes obras; expansão urbana e impactos ambientais; Amazônia em foco. Bolsa Atleta; Pan Rio 2007; política de alto rendimento.
O Brasil e o Sul Global: Unasul, BRICS, missões de paz 2003–2010; 2010s Celso Amorim Ampliação de fóruns multilaterais; reequilíbrio geopolítico. Real, privatizações e depois boom de commodities; pré‑sal; PAC e infraestrutura. Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. Grandes obras; expansão urbana e impactos ambientais; Amazônia em foco. Diplomacia esportiva (Jogos Mundiais Militares 2011; eventos multilaterais).
Escândalo do Mensalão (2005) e judicialização da política 2005–2012 Joaquim Barbosa Crise política e fortalecimento do STF; precedentes para Lava Jato. Real, privatizações e depois boom de commodities; pré‑sal; PAC e infraestrutura. Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. Grandes obras; expansão urbana e impactos ambientais; Amazônia em foco. Judicialização também no esporte (STJD, CAS); governança e compliance.
Descobertas do pré-sal (a partir de 2006) e política energética a partir de 2006 Dilma Rousseff Reformas do Estado; estabilização institucional; políticas sociais ampliadas. Renda petrolífera potencial; modelos de partilha; conteúdo nacional. Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. Bacia de Santos/Campos; riscos ambientais marítimos. Patrocínios de estatais (ex.: automobilismo, futebol) e infraestrutura esportiva.
PAC e investimento em infraestrutura 2007–2014 Dilma Rousseff Reformas do Estado; estabilização institucional; políticas sociais ampliadas. Carteira de obras; logística; energia; saneamento. Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. Grandes obras; expansão urbana e impactos ambientais; Amazônia em foco. Obras de arenas/mobilidade para Copa/Olimpíadas.
Megaeventos: Copa de 2014 e Olimpíadas de 2016 (impactos) 2014–2016 Eduardo Paes Coalizões multinível; exceções legais e contratos complexos. Gastos públicos, turismo e obras; legado discutido. Redução de pobreza; inclusão educacional; surgimento de novos consumidores. Menor protagonismo militar; missões de paz; segurança pública como pauta urbana. Arenas em várias regiões; impactos urbanos (transporte, zoneamento). Copa 2014, Rio 2016 e Paralimpíadas; legado esportivo/urbano.
Dilma Rousseff (2011–2016) e desafios econômicos 2011–2016 Dilma Rousseff Coalizão presidencialista em estresse; agenda social e industrial. Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. Redes sociais; movimentos por direitos (raça, gênero, indígenas). Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. Arenas e mobilidade urbana; impactos regionais de obras; conflitos fundiários. Bolsa Pódio; crescimento do futebol feminino; crise fiscal afeta clubes.
Protestos de Junho de 2013 e crise de representação 2013 Fernando Haddad Crise de representação; novas formas de mobilização digital. Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. Redes sociais; movimentos por direitos (raça, gênero, indígenas). Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. Arenas e mobilidade urbana; impactos regionais de obras; conflitos fundiários. Protestos em jogos; “Não vai ter Copa” e debate sobre gastos.
Operação Lava Jato e suas consequências 2014–2021 Sérgio Moro Judicialização; colaborações premiadas; redes empresariais investigadas. Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. Redes sociais; movimentos por direitos (raça, gênero, indígenas). Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. Arenas e mobilidade urbana; impactos regionais de obras; conflitos fundiários. Construtoras e arenas; governança e transparência em clubes/federações.
Impeachment de Dilma (2016) e governo Temer 2016–2018 Michel Temer Reformas microeconômicas; debate sobre legitimidade e austeridade. Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. Redes sociais; movimentos por direitos (raça, gênero, indígenas). Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. Arenas e mobilidade urbana; impactos regionais de obras; conflitos fundiários. Revisão de incentivos; concessões/privatizações de estádios.
Segurança pública, PCC e milícias (especialmente no Rio) 2000s–presente Marielle Franco Polarização; protestos; impeachment; rearranjos de coalizão. Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. Redes sociais; movimentos por direitos (raça, gênero, indígenas). Criminalidade organizada; controle territorial; policiamento e inteligência. Metrópoles (SP/RJ); periferias e favelas; corredores logísticos. Violência em estádios; torcidas; protocolos de segurança.
Direitos indígenas (Constituição de 1988) e conflitos de demarcação 1988–presente Ailton Krenak Políticas de demarcação e direitos constitucionais; conflitos com agronegócio. Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. Resistência cultural; saúde e educação indígena. Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. Terras indígenas em Amazônia e Centro‑Oeste; proteção de biomas. Jogos dos Povos Indígenas e acesso a equipamentos esportivos nas terras.
Debate sobre “democracia racial”, movimento negro e ações afirmativas 1930s–presente; ápice 2000s–2010s Abdias do Nascimento Polarização; protestos; impeachment; rearranjos de coalizão. Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. Antirracismo; cotas; memória e patrimônio afro-brasileiro. Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. Arenas e mobilidade urbana; impactos regionais de obras; conflitos fundiários. Racismo no esporte; campanhas/leis; heróis negros (Pelé, Marta).
Movimentos feministas e política de gênero século XX–XXI (picos 1970s–presente) Bertha Lutz Polarização; protestos; impeachment; rearranjos de coalizão. Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. Direitos das mulheres; combate à violência; lideranças femininas. Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. Arenas e mobilidade urbana; impactos regionais de obras; conflitos fundiários. Luta por futebol feminino profissional; visibilidade da seleção e ligas.
Política educacional e expansão (de Vargas ao pós-1988) Vargas–presente; destaque pós-1988 Paulo Freire Políticas curriculares e expansão do acesso; federalismo educacional. Crise fiscal; recessão; debates sobre gasto público e incentivos. Redes sociais; movimentos por direitos (raça, gênero, indígenas). Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. Arenas e mobilidade urbana; impactos regionais de obras; conflitos fundiários. Educação física na BNCC; Jogos Escolares como base de talentos.
SUS (1988) e história da saúde pública 1988–presente Sérgio Arouca Sistema universal; descentralização; conferências de saúde. Financiamento tripartite; indústria farmacêutica e logística. Redes sociais; movimentos por direitos (raça, gênero, indígenas). Segurança pública, facções e milícias; GLOs e protocolos em massa. Arenas e mobilidade urbana; impactos regionais de obras; conflitos fundiários. Políticas de atividade física e promoção da saúde; programas comunitários.
Religião na política: influência católica e evangélica século XX–XXI Dom Paulo Evaristo Arns Lobby religioso e bancada; debates de costumes. Volatilidade; choque da pandemia; marcos legais (SAF, apostas). Cultura digital; saúde pública; sociabilidade em plataformas. Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. Atletas religiosos; debates sobre símbolos e celebrações em campo.
História da mídia: das redes de rádio/TV às plataformas digitais anos 1930–presente; 1990s–2020s Roberto Marinho Regulação de mídia; concentração e pluralismo. Mercado de direitos de transmissão; plataformas digitais. Cultura digital; saúde pública; sociabilidade em plataformas. Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. Era do rádio/TV e, depois, streaming; direitos de transmissão como motor financeiro.
Movimentos culturais: Bossa Nova, Tropicália, política cultural 1950s–1970s; ecos posteriores Caetano Veloso Conflito entre poderes; eleições acirradas; debate sobre desinformação. Volatilidade; choque da pandemia; marcos legais (SAF, apostas). Cultura de massa; identidade nacional; festivais e estádios como arenas culturais. Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. Música nos estádios; cultura de torcidas e carnaval em arquibancadas.
Ciclos econômicos: debates sobre desindustrialização e booms de commodities décadas de 1980–2020 Maria da Conceição Tavares Conflito entre poderes; eleições acirradas; debate sobre desinformação. Termos de troca; volatilidade; debate sobre política industrial. Cultura digital; saúde pública; sociabilidade em plataformas. Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. Finanças de clubes, SAFs (clube-empresa) e mercado de transferências.
Governo Bolsonaro (2019–2022) e polarização 2019–2022 Jair Bolsonaro Conflitos federativos; medidas provisórias; embates com STF e governadores. Volatilidade; choque da pandemia; marcos legais (SAF, apostas). Cultura digital; saúde pública; sociabilidade em plataformas. Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. Pandemia sem público; debate sobre SAF (lei de 2021) e politização das torcidas.
COVID-19 no Brasil: saúde, política e economia 2020–2022 Luiz Henrique Mandetta Coordenação federativa; judicialização de medidas sanitárias. Fechamentos e retomadas; choques no emprego e no esporte. Luto e distanciamento; novas práticas de lazer e saúde. Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. Paralisou campeonatos; protocolos sanitários; impacto nos Jogos Olímpicos/Paralímpicos.
Incêndios na Amazônia e diplomacia ambiental (2019–anos 2020) 2019–presente Marina Silva Fiscalização e diplomacia ambiental; sanções e acordos. Extrativismo, agronegócio e mineração em tensão com conservação. Cultura digital; saúde pública; sociabilidade em plataformas. Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. Secas prolongadas; queimadas; pressão internacional por proteção. Atletas ativistas; patrocínios “verdes”; esportes de natureza em risco.
Eleições de 2022 e retorno de Lula (a partir de 2023) 2022–2025 Luiz Inácio Lula da Silva Virada eleitoral; recomposição de ministérios; diálogo com STF e Congresso. Volatilidade; choque da pandemia; marcos legais (SAF, apostas). Cultura digital; saúde pública; sociabilidade em plataformas. Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. Retomada do Min. do Esporte; fortalecimento do futebol feminino e do esporte de base.
Atos de 8 de janeiro de 2023 e defesa da democracia 8 de janeiro de 2023 Alexandre de Moraes Defesa das instituições; inquéritos e responsabilização. Volatilidade; choque da pandemia; marcos legais (SAF, apostas). Cultura digital; saúde pública; sociabilidade em plataformas. Ataques às sedes dos poderes; resposta policial e judicial. Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. Segurança de eventos de massa; novas regras de policiamento em estádios.
Política social hoje: redesenho do Auxílio Brasil/Bolsa Família 2023–presente Wellington Dias Reforma de programas sociais; focalização e condicionalidades. Impacto orçamentário e na pobreza; integração com trabalho e educação. Cultura digital; saúde pública; sociabilidade em plataformas. Tensões institucionais; segurança de eventos; defesa da ordem democrática. Crises ambientais (Amazônia); logística de saúde; regionalismos em alta. Bolsa Atleta/Bolsa Pódio; projetos de inclusão via esporte.
Governança digital, desinformação e o papel do STF 2020s (2023–2025) Alexandre de Moraes Regulação de plataformas; jurisprudência sobre fake news e discurso de ódio. Novo arcabouço fiscal; inflação e juros; reindustrialização verde. Combate à desigualdade; políticas de inclusão e educação. Segurança pública e defesa cibernética; cooperação regional. Clima e transição energética; BRICS e rota Sul‑Sul; interiorização do crescimento. Fake news no futebol; apostas esportivas e combate ao match-fixing.
Política externa nos anos 2020: expansão do BRICS e crises entre grandes potências 2020s (2023–2025) Mauro Vieira Ampliação de fóruns multilaterais; reequilíbrio geopolítico. Novo arcabouço fiscal; inflação e juros; reindustrialização verde. Combate à desigualdade; políticas de inclusão e educação. Segurança pública e defesa cibernética; cooperação regional. Clima e transição energética; BRICS e rota Sul‑Sul; interiorização do crescimento. Jogos/competições multilaterais (BRICS Games); soft power esportivo.
Política econômica: arcabouço fiscal, metas de inflação e autonomia do BC 2023–2025 Fernando Haddad Recomposição institucional; política externa assertiva; regulação digital. Regras fiscais; coordenação com política monetária; credibilidade e investimento. Combate à desigualdade; políticas de inclusão e educação. Segurança pública e defesa cibernética; cooperação regional. Clima e transição energética; BRICS e rota Sul‑Sul; interiorização do crescimento. Câmbio e exportação de atletas; orçamento para esporte público.
Desenvolvimento regional: Nordeste, Amazônia e fronteiras do agronegócio século XX–XXI (especialmente 2000s–2020s) Blairo Maggi Fiscalização e diplomacia ambiental; sanções e acordos. Cadeias agroindustriais; logística; desigualdades espaciais. Combate à desigualdade; políticas de inclusão e educação. Segurança pública e defesa cibernética; cooperação regional. Matopiba, Cerrado e Amazônia; expansão de fronteiras agrícolas. Estaduais e interiorização de arenas; base de talentos fora das capitais.
Desafios de longo prazo: desigualdade, qualidade da educação, transição climática e confiança institucional Horizonte 2020s–2050s (prospectivo) Celso Furtado Capacidade estatal e confiança institucional; reformas estruturais. Produtividade e reindustrialização verde; transição energética. Qualidade educacional e coesão social; inclusão duradoura. Segurança pública de longo prazo; defesa cibernética. Mudança climática e eventos extremos; cidades resilientes. Gestão profissional, sustentabilidade de clubes/arenas e calendário sob mudança climática.
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